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2020-02-06

Delfim - Cx.postal, 24s

Às vezes o silêncio dói:

E que bem faz ser perturbado por tão melodiosas palavras!!!

 


2020-02-06

alexandre gonçalves - palmela

ÀS VEZES O SILÊNCIO


É de ouro, dizem alguns. O silêncio de maio, ondulando nos trigais ainda verdes. As cachoeiras, vertendo das alturas o som das águas. Os ventos do mar, apagando, nos corpos nus, o fogo do verão. A chuva de março, docemente caindo nos férteis campos, em ritmo vertical. A tristeza húmida, meu amor, em forma de gotas frias,  nos teus lábios arrefecidos. O teu rosto, subitamente moreno, encostado aos vidros da janela, na sala de todas as ausências. Os  teus olhos magoados, vigiando a noite e a rua, por onde ninguém vai aparecer. O teu corpo inclinado para o tempo, de ventre inutilmente cremoso. Silêncio de mármore, sem uma palavra que entre pelas fendas que o desejo abre. Sem dedos mínimos, que possam tanger o piano da casa grande, com as teclas ainda vibrantes.

Às vezes o silêncio é outra coisa. Um lugar clandestino, num mapa antigo, com dobras excessivas e cães de guarda a protegê-lo. Silêncio lacrado pelo medo. O terror da nudez, numa hora de vertigem. Aí mora o gelo da culpa. E uma inútil abundância de palavras, como quem, em jeito de  pudor e levantando a voz, cobre de burel o corpo todo. Quem, na lucidez mínima, ousa pôr em suspeita tanta integridade?

Às vezes o silêncio dói, sem deixar de ser de ouro. Às vezes o silêncio canta, sem deixar de ser metal, coberto de ferrugem.    

2020-02-03

alexandre gonçalves - palmela

ARROZ DE LAMPREIA

 

Com versos ou sem versos, quem se chega à frente com uma proposta concreta, com dia, com lugar, com transporte? Talvez daqui, deste sul cansado, ainda haja resposta para atacar o dito acepipe. É sempre dois em um: é encontrar cumplicidades e activar tradições gastronómicas, de sabor cultural. Avancem, amigos meus! "Ainda não é o fim. Está só a fazer-se um pouco tarde"

"Ser AAAR é ser poeta", inquietante Aventino? Qual é a tua ironia? Ou és otimista para redimir a decadência? Seja o que for, a atitude é o primeiro passo. Temo que não se tenha aprendido a envelhecer. Antecipa-se impunemente o fim, sem que tenha havido princípio e meio. Esta precocidade, que faz sentar os anos nas mais diversas indolências, não rima com poesia nem com sonhos. Ajusta-se antes às ideias gerais, à passividade e a hábitos distantes. Tudo o que se fizer para acordar a população é sempre uma atitude redentora. Venha daí o arroz de lampreia, de acordo com a sensibilidade das maiorias. Sejamos felizes mais uma vez. Deixemos o vinhão deslizar sobre a sede adiada. 2020 já roda em vertigem. Acreditemos que ainda se pode fazer uma suave perturbação na tranquilidade dos silêncios aristas. Desde que não nos feicebuquemos!!!!!!!!


2020-01-28

António Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Haveis de chamar-me analfabeto: meche? Irra! Este site não dá para corrigir erros depois de os colocar mas, em minha defesa, devo esclarecer que foi um lapsus calami. 

2020-01-27

António Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Bons amigos, lindos, lindos, lindos; onde está essa "bicha" gostosa, bem nutrida, esbelta e ondulante? É só dizer e eu aparecerei nem que seja por teletransporte. Porra, que é boa, lá isso é. Mas, pelo que vejo, está tudo com as pantufas calçadas e ninguém se meche! Porca miséria, nem para comer sois espavilados!

 

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