fale connosco


2013-03-11

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Descobri o sit da Aaar há, três meses e desde então tenho consultado a página   (fale connosco).vocês escrevem muito bem, mas sem desmerecimento para ninguem, gostei muito da BALADA DO VENTO. obrigado a todos, continuarei a consultar-vos                                                                                                                                                                                                                                                                                                           J. M. Lamas                                                                             

2013-03-11

Arsénio Pires - Porto

Desobriga

 

Um dia, sem saber bem porquê, um gajo que pode ser eu ou tu, abre a janela e lança para a rua este ramo com palavras

                Não gosto de violetas! Ouviram bem? Não gosto de violetas!

 

Depois fecha a janela com estrondo e cai no fundo do sofá. Se algum familiar passar, mesmo que seja ao de leve para não o acordar, ele sussurrará em sonhos

                Sem amor, tudo não tem sentido!

                (ou, nada tem sentido?)                   

 

Também eu, Aventino. Também Eu pecador me confesso!

Ao fundo está a ramada que nos conduz ao bosque mas antes, quando começa a subida, cá está, à esquerda, esta imagem já não sei de quem debruada a conchas marinhas trazidas da Madalena.

Já cheguei. Ali está o frontão onde o Nabais e o Pacheco jogam ao beto. Viro à direita. Há canteiros variados com flores diversas (ou estou a inventar?). Não sei.

Entro num dos canteiros e arranco tudo quanto é violeta. Acolá, o prefeito, que não vê, saboreia o breviário. Está de costas para mim. (Sempre esteve!).                                       

No campo do meio eles jogam à bandeira. Ainda agora consigo gritar

                Eu não gosto de violetas!

(Por acaso até gosto. Mas nunca ninguém mas ofereceu!).

2013-03-10

Ismael Malhadas Vigário - Braga

A tua balada do vento é muito bonita.

Deu-me muito gozo.

 O poeta diz-se nas palavras e nas mesmas palavras se esconde.

 Diz mais e diz menos e, enquanto diz e se desdiz,

vai-nos encantando com o deambular da sua e da nossa alma.

Isto às vezes está mortiço,

  será do vento, da neve, do granizo, dos tornados ?! …

Todos os fenómenos da natureza nos provocam

 e não nos deixam ficar bem em lugar nenhum.

veem as palavras a voar

e apanhamo-las ainda no ar.

Elas caem aqui,

e transmitem sensações,

algumas ideias,

tantos silêncios,

 nunca serão indiferentes,

 saem d’ alguém prenho de si,

e ao lançar as palavras

crê-se semeador

e mesmo não tendo eco

a voz por dentro sente

a vontade de não querer parar,

seja como a voz do vento

ora em harmonia

ora em dança de contratempo.

 

 

2013-03-10

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

BALADA DO VENTO


Sopre brisa ou vendaval

De mansinho ou violento

Traga ou leve o bem e o mal

Poesia ou trivial

Eu gosto sempre do vento.


Sopra o zéfiro ameno

De manhã pelas canteiros

E com um jeito sereno

Espalha aroma pleno

Pelos vales e outeiros.


Tange as nuvens pelo ar

E brinca co'as folhas secas,

Gera espectros ao luar;

Se lhe apetece brincar

Faz grotescas piruetas.


Quando entra em convulsão

Usa de furor profundo

Transforma-se em furacão

Espalha a destruição

Arrasando todo o mundo.


Se acontece um dia inteiro                                  

De calmaria e sossego

Choram por ele o moleiro                                      

E o nauta do veleiro

Porque lhes foge o achego.


Tudo o vento leva e traz

Nos seus golpes e favores:

Horas boas, horas más,

A desventura e a paz,

Ódios cegos e amores.


Um dia Elisa partiu

Asa do vento a levou. 

Nem de mim se despediu   

E nunca mais me sorriu

Foi amor que me deixou.


Alguém que o vento conhece

Esperança me veio dar;

Pode ser que ela regresse

Mas isso só acontece

Se um dia o vento mudar.


P´la grimpa dum campanário

Notei que o vento mudou,

Só que para meu calvário

E por meu triste fadário

Elisa não mais voltou.


Conforme o vento a levou

Também a mim vai levar;

Mas como alguém me contou

E tal nunca se passou,

Sem esperança de voltar.


Cavou fundo a decepção

E gemi triste lamento

Doeu muito a frustração

E assim por essa razão

Nunca mais gostei do vento

 

Arcos, Março de 2013


 

2013-03-10

manuel vieira - esposende

Meu caro Aventino,

quem nunca pecou que atire a primeira pedra, mas não me parta a vidraça.

Todos nós temos os nossos lamentos e também o Pisco do Assis pia,pia a anunciar talvez a Primavera ou no lamento de tanta demora, mas os teus melros têm razão por tanta chuva e tão pouco sol, mas com tanta carência é curioso como as tuas camélias já despertaram. Mas se os vermelhos, os seus brancos ou os seus rajados já não não quebram esse fastio de felicidade dás um saltinho a Vila do Conde e aprecia os milhares de camélias com mais de mil espécies, com cores que passam pelo azul e o preto na Quinta Vilar de Matos do Paulino Curval, penso que em Touguinha.

Mas não leves o cão.Vai só e espraia as vistas sobre os 30 mil pés que invadem a quinta e que o seu proprietário se ufana de ter disponíveis para um público apreciador até 30 de Abril.

Hoje faleceu o meu amigo Abel da Costa que celebrou 100 anos de vida no dia seguinte aos 80 do nosso colega Ribeiro.

Ontem foi o José Carvoeiro com muito menos idade, com o seu ar filosófico e as barbas abundantes e brancas a imitar Marx.

Ei-los que partem e já não confessam angústias ou expressam sorrisos, amansados que foram pela partida.

Os que ainda lamentam são os que vivem e como eu e tu, também eles pecaram e todos sentimos dos ausentes a mácula triste da fuga eterna.

Os teus filhos têm razão, mas não tanta pois ainda vais faltando a um arroz de sarrabulho de textura soberba, a um leite creme de estalar os olhares, e os acrescentos ao cinto que eles contestam são restos fiéis dos convívios cheínhos de bons comeres e afetos que vais sabendo aproveitar.

Sobe as escadas e não contes os degraus. Aprecia bem  o que ainda podes ver lá do alto.

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