fale connosco


2013-04-19

manuel vieira - esposende

Que cantam afinal os nossos poetas de agora?

O Alexandre fala em musas e o Martins Ribeiro atiça as orelhas sentindo no extremo os impropérios dos feitiços da inspiração que ditaram rezas de volúpia.

Mas afinal que cantam estes poetas sem sobriedade na língua ?

Deambulam em temas  com pretensões ambíguas de derrubar o tédio de quem em silêncio assenta o traseiro na esplanada do sossego?

Não sei porque ainda poeta não sou, mas ao ler o Alexandre lembrei Camões e os canhões assinalados e apontados aos meus tempos de estudante que obrigavam à leitura dos Lusíadas por parte dos barões e reli e reli sorrindo perante a maldade de lançar o repto aos audazes da preguicite.

Não sei se até agora disse alguma coisa de jeito mas a intenção era despretenciosamente recortar o silêncio e preencher vazios.

Mas mude-se de aromas e vamos até ao nosso Assis na esperança de o apanharmos a debulhar o feijão e depois  a demolhar em água corrente  lá do monte para que fique rijinho e nos convide para umas costelinhas grelhadas com molho picantezinho como ele gosta de referenciar ou outros acrescentos de boa ementa já sugerida.

Ah! Um molhinho de grelos a que acresce na cozedura uma garrafinha de água das pedras para que fiquem verdinhos e o ligeiro amargo dará substância a um empratamento de fazer crescer água na boca.

Isto acaba sempre em comida mas vamos esperar pelo tempo...

 

2013-04-18

alexandre gonçalves - palmela

 

                                                  TEMPO DE IMPROPÉRIOS           


                                                     


                                                 


                                                                     

                                           Ó musa sereníssima que tiras

                                           aos breves dias a cruel chatice,

                                           és bela mesmo quando tu inspiras

                                           tudo quanto no site já se disse.

                                           Ali não há verdades nem mentiras,

                                           nem sequer a paixão duma tolice.

                                                     Dá-me uma voz irada e comovida

                                          que não fale da morte mas da vida!


                                          Eis o que eu tenho para vos dizer:

                                          É tempo de gritar contra a cegueira.

                                          É a hora também de escarnecer

                                          de quem fez do país uma lixeira.

                                          É urgente ser cão para morder

                                          a quem mordeu sem culpa a terra inteira.

                                          Até o próprio Deus se distraiu

                                          de não ter visto nada do que viu.

                                             

                                                                                                                                   

 

                                                     E vós outros, ó jovens descuidados, 

                                          que só cuidados tendes para vós,

                                          não vos sintais impunes e sentados

                                          se não sabeis a força que há em nós.

                                          É por serdes assim tão sossegados

                                          que eu, musa, assim me sinto tão feroz.

                                           Mas enfim, descansai, deponde a lança,

                                           que a descansada vida também cansa!

                           

2013-04-17

manuel vieira - esposende

A Primavera incendeia agora de calor e brotam em pequenas expressões os rebentos verdes e as flores de fruto e de jardim e os campos assemelham-se a tapetes de amarelos e violáceos de tons bem vivos.

O Lamas guarda por baixo das sacadas os ninhos de andorinha e nos Arcos o Martins Ribeiro vai dando ao fole para amadurecer os fisális transplantados ainda no Inverno das terras de Orbacém e dos viveiros do Pingo Doce.

Já apetece invadir os terrenos do Assis lá na montanha de onde se avista o mar e amesendar umas pataniscas de bacalhau com um amorenado arroz de feijão e micro legumes com aromas de cominhos moídos e de comer à colher, como convém para não perder pitada. Umas morcelas braseadas com grelos salteados amainariam os apetites e uns vinhinhos frescos de casta loureiro poderiam atiçar os sabores encorpados da preciosidade dos enchidos.

Não sei o que vai na horta do Assis mas imagino que esteja a dar sustento àquelas favinhas que fazem alevantar os mais desfavorecidos em apetites e estarei certo que ao fim de uns ajustes no prato já se poderão ouvir os chilreios das andorinhas a anunciar o animado convívio.

Claro que para estas coisas tem de "haber" a autorização do chefe da virtuosa quinta soalheira.

2013-04-14

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Recebi  e li, há muito tempo, a nossa bem cultivada Palmeira, a de Março de 2013.

Decidi logo elaborar e enviar um pequeno texto de apreço para esta secção. Faltou decidir quando o faria. Finalmente volto hoje.

Arsénio e toda a equipa editora, mereceis bem quantos amigos tenhais, Ponde-me lá no fim da lista ou da tabela, tanto importa.

Mandando a modéstia às urtigas, agrada-me muito ver-me publicado em tão boa companhia.

Numa apreciação pessoalíssima, permiti-me reincidir na minha natural admiração e salutar inveja perante todos os poetas e, neste momento, quero contar com a benevolência do Alípio para me associar à homenagem por ele prestada ao nosso querido Pe. Augusto. Às vezes temos a oportunidade de nos cruzarmos com verdadeiras excelências. Conto também com a benevolência do Alexandre Gonçalves para poder felicitá-lo pela sensibilidade e arte em tratar o amor e a mulher, ambos temas inesgotáveis e inultrapassáveis. É enternecedor ver como um tópico  de formulação tão simples - amo-te, ama-me - permite textos tão vários, tão artísticos e tão profundos.

Para além desta apreciação afectiva, nada mais do que isto, continua a agradar-me muito a secção Polis e o tratmento dado ao problema religioso.

Neste tempos difíceis, apesar deles, desejo que todos tenham passado a Páscoa num ambiente familiar e acolhedor.

A. Rodrigues

2013-04-13

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

O Gaudêncio ,não vislumbra as andorinhas e até parece que duvida que a primavera tenha chegado. O Ismael, inventa uma primavera, num qualquer dia do ano, seja inverno ou verão. Entretanto, o Martins Ribeiro, confessa-nos que já faz muito tempo que não vê as andorinhas, mas oManuel Vieira, parece ser o único que as vê, ( as andorinhas ), mas são feitas de loiça.                                                              Companheiros, a primavera , ainda que não pareça, já chegou e quem a trouxe, foram as andorinhas. Elas chegaram a minha casa, como em todos os anos, num dos dias da segunda semana de Março. Eu, tal como vós, gosto de as ver, mas quem não gosta mesmo, é a dona Argentina ( minha mulher ). Isto só porque lhe sujam a varanda e os passeios, o que para quem limpa, convenhamos, não é fácil aceitar. O Martins Ribeiro e o Manuel Vieira, reclamam a prezença dos outros que estão faltando, mas tal como eu, eles irão aparecer. Estão ocupados com outros afazeres, ou então, ressacando dos excessos da Páscoa.                                                            Um abraço a todos                                                                                                                                                                   J.M.Lamas                                                       

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº