fale connosco


2013-03-19

Arsénio Pires - Porto

Caro Lamas:

Desculpa eu entrar no teu diálogo com o Assis mas, como estamos em linha aberta neste “fórum” que se deseja praça de todos, aqui vai:

Penso que o desejo do Papa Francisco “Uma Igreja pobre e para os pobres” se deve entender num sentido positivo: uma Igreja despida de riqueza supérflua para poder defender aqueles que são espoliados e explorados pela riqueza desmedida. Estamos a lembrar-nos das palavras proferidas ontem por um dos homens mais ricos de Portugal: “Sem mão-de-obra barata não há emprego em Portugal” (Belmiro de Azevedo). Pois é! A lógica dos que são ricos é sempre esta!

Já Antero de Quental perguntava: “Quantos pobres são necessários para fazer um rico?” Até hoje, ainda não vimos a resposta. Penso que a razão está em que os ricos querem ser cada vez mais ricos e, portanto, a contagem dos pobres nunca acaba! E, já agora, que cada vez mais... ganhem cada vez menos!


Concluindo:  

Uma Igreja rica dificilmente poderá defender os pobres porque nem sequer será ouvida. Ela não deve ser pobre para dar pobreza aos pobres. Ela deve deixar de ser rica para fazer com que os pobres despertem para a sua dignidade de Homens.

Santo Ambrósio (séc. IV) afirmava: “Tu não dás ao pobre do que é teu, devolves-lhe o que é dele. De facto, o que é comum e foi dado a todos, tu usurpa-lo só para ti. A terra é de todos, não só dos ricos; mas são muito menos os que gozam dela que os que dela dispõem. Pagas, portanto, um débito; não dás gratuitamente o que não deves”.

Nesta linha profundamente evangélica e tão bem exposta por Santo Ambrósio, só uma Igreja pobre, ou seja, desprovida do supérfluo, poderá ser ouvida… pelos pobres e pelos ricos!

No meu entender, é desta pobreza que o Papa Francisco nos falou.


Desculpai a colherada!

2013-03-18

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Amigo Assis, não posso deixar de concordar contigo no que diz respeito à apresentação do papa Xico mas não de todo. Vestes simples, sem sapatos vermelhos, sem paramentos escandalosamente faustosos, sem adereços de ouro e diamantes e uma linguagem de gente e para gentes simples, tudo bem. agora desejar uma igreja pobre e para os pobres, essa não. Então aos pobres oferece-se pobreza ? Eu diria, uma igreja rica tal como é, e que contemple os pobres com toda essa riquesa isso sim. aí a igreja seria coisa  NOBRE.                                                                                                                                                      Abraço do amigo  Lamas de Navarra

2013-03-18

Arsénio Pires - Porto

Também eu comungo do optimismo reservado do Peinado, Gaudêncio e Assis em relação ao Papa Francisco.

Aquele Vaticano é, sob alguns aspectos, um covil de hipócritas e vendilhões do Templo.

A simplicidade do Papa Francisco carregada de bondade, verdade e beleza, vai necessitar de muita FORÇA para fazer as reformas necessárias no Vaticano e na Igreja católica mundial.

Os sinais iniciais são promissores mas… também o Concílio Vaticano II parecia ser uma nova Primavera e vimos que nem ao Verão chegou. A máquina reacionária, sobretudo conduzida pelo Opus Dei (chamar-lhe-ia antes Opus Money…), depressa colocou freio e peias nessa promissora esperança.

 

Interessante! Hoje leio no “El País” online um depoimento da biógrafa do então cardeal Bergoglio, Francesca Ambrogetti (em conjunto com Sergio Rubín, escrevereu essa biografia com o título de “El Jesuita”). Ela recorda-nos que nesse livro vem escrito que o actual Papa concorda com a “união civil” entre pessoas do mesmo sexo, mas discorda  de que se lhe chame “matrimónio” porque “matrimónio, na sua origem era para proteger a mãe, para que a mulher grávida não fosse abandonada  sozinha.”

Concordo em absoluto. Aliás já aqui manifestei esta mesma opinião. Fico feliz!

Mas... a ver vamos, como dizia o cego.

2013-03-18

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Obrigado, Assis. Não conheces mas vamos conhecer_nos qualquer dia.                                                                                                                                                     Grande abraço                                                                                                                                  J.M.Lamas                                                                                                                                                    NAVARRA

2013-03-18

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Caros amigos e companheiros:

acabo de receber pelo correio de hoje a nossa PALMEIRA, bela e importante como sempre. Aproveito para tecer algumas considerações sobre a actividade registada no "Fale connosco" que desta vez e contra o costume parece ter saído da casca, registando um rebuliço fora do normal. Se for ao meu último tópico, exarado apenas há poucos dias, já terei de recuar bastantes números para trás no "count-down" dos mesmos: o que é magnífico. Assim, depois disso e quase logo de seguida. apareceu o poema do Ismael Vigário, várias intervenções do nosso Vieira, como convém á sua veia moderadora, a profunda análise do Alexandre sobre a beleza e o papel da mulher, para mim o único ser que pode justificar encómios e louvores neste mundo. Surge também o Assis, agora mais proeminente pela circunstância de se chamar "Francisco", a tecer considerações e críticas ao novo Papa, eivadas de muitas dúvidas; ora, amigo Assis, deixe lá o Homem em paz que o que for se verá. Logo depois, o mais relevante ex-recluso da Barrosa, o grande amigo Peinado, apareceu numa actividade deveras frenética para o seu costume, a tentar promover a sua confraria do "Esgota" que, na verdade, ainda não percebi bem o que isso é. O Arsénio e o Gaudêncio também não deixaram de agitar estas lindas águas. De gente nova saliento o amigo Serapicos que saúdo por estas bandas com a incitação de que fale mais vezes e não se fique só pelo cheirinho. Por último dirijo-me  ao J.Lamas (onde é que eu já vi esta do Jota?) para lhe dizer que a mim, de certeza, não conhece pois, em relação a toda esta rapaziada nova da Associação, velhos só eu pois apenas posso ser uma memórias longínqua existente nos anais do presídio da Barrosa e que ainda por cá vai andando. No entanto, toda essa vida tem sido reforçada pela incomensurável amizade que gratuitamente me vem sendo dedicada por todos os estes magníficos companheiros. Dessa forma, caro J.Lamas, deixe lá o "senhor" pois, como dizia um amigo meu, senhor só no céu. Aproveito para o catequizar com o espírito do nosso núcleo duro pedindo-lhe que, logo que lhe seja possível, se junte fisicamente ás suas pecaminosas tertúlias. Vai ver que se não arrependerá. Quero dizer que tenho andado um tanto ocupado a combinar com a Cidália a "foda" caseira desta Páscoa e que já assegurei uma caixa de Alvarinho para a regar convenientemente. Caro Peinado, não estranhe nem leve a mal por a dita poção ter sido adquirida fora da confraria mas você bem sabe que eu sou um fraco confrade que, por manifesta incompetência, a tenho deixado ficar mal. Não vos esqueçais de levar o raminho á benção para entrardes na Páscoa em plena forma, apesar dos maus tempos que correm. Grande abraço a todos.

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