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2013-04-25

Assis - Folgosa - Maia

"Que a descansada vida também cansa" dizia-nos há dias o Alexandre nos seus Impropérios. O mesmo nos teria dito se declarasse que a Preguiça cansa mais que o trabalho. Eu tenho em mim a prova real: Os dias em que mais me sinto sem forças são aqueles em que nada faço. E não poucas vezes isso tem acontecido. Sou preguiçoso como os que mais. Deveria ter comentado os belos trabalhos de quantos se dedicaram a escrever na nossa Panta feita papel. Não o fiz por preguicite e havia nela mais que razões para o ter feito. Fui-me descuidando dizendo "amanhã o farei" e esse amanhã nunca chegou. "Cras, cras et non erit cras..." assim se falava na Barrosa. Não sei se estará correcto mas, por preguiça, também não vou agora confirmar, vou deixar para amanhã pois não pretendo agora mostrar que deixei de ser preguiçoso. -Quero agora, ainda que tardiamente, dizer-vos, meus amigos, que neste último número da nossa Palmeira aprendi coisas novas, sempre novas apesar de algumas delas serem já bem antigas. O bom gosto poético; os devaneios do silêncio e da eternidade; as raízes das montanhas em que descortinámos o primeiro raio de sol e nelas soltámos o primeiro grito "cheguei, já cá estou!"; as raízes que lançámos num novo lar, quando arrancados aos nossos progenitores, quase no fim do mundo, tal a distância que deles nos separou; os trestemunhos: uns acabados, felizes, outros descontentes e até com direito a autópsias; também alguns com um saboroso deleite de reencontro de amigos e cantos de aleluia. A Palmeira foi realmente tempo de ressurreição, de autêntica Primavera. E outras certamente virão...

"Popule meus" (Alexandre) vamos pensar, agora, em ir até à zona mais doce de Portugal, o Doce Douro. Ali não vão faltar as andorinhas de Navarra e de Porto de Ovelha - esta uma linda terra que conheço bastante bem desde o dia em que tive de fazer a pé o caminho desde o apeadeiro de Noemi na Páscoa de 1960 - não faltará o rubro-fogo das papoilas contrastando com a verdura das vinhas e de tantas plantas em que o Douro abunda. E não faltará a rude doçura das suas gentes e o bom gosto dos seus paladares. A generosidade poderá ali ser  provada, mastigada e saboreada por todos os AAARs na doçura dum generoso vinho que só o Douro nos pode oferecer. Vamos?...

 

2013-04-25

Alexandre Gonçalves - Palmela

A PROPÓSITO DE IMPROPÉRIOS

 

"Popule meus, quid feci tibi? Responde mihi!" Deus zangou-se com o seu povo e disse-lho na cara. O povo judeu devia ser parecido com o nosso. Amigos, amigos, negócios à parte. A frontalidade é certificada biblicamente e por isso podemos usá-la sem quaisquer reservas. Eu não sou Deus nem me zanguei com ninguém em concreto. Mas quero apresentar uma moção de censura contra a ASSOCIAÇÃO como um todo orgânico, mesmo que se note uma falência precoce dos órgãos decisivos, aos quais compete assegurar o prestígio da idade. São três as frentes onde a urgência do impropério se fez sentir. Em primeiro lugar, destaco a surdez aos sucessivos apelos de ENCONTRO NACIONAL. O Arsénio não se cala. O Gaudêncio grita como um danado. O Aventino, com a subtileza que o caracteriza, sugere. As tardias oitavas camonianas, já furibundas de nada ver acontecer no horizonte, tiveram um belíssimo acolhimento da geral. Motivado por tantos leitores e comentadores de serviço, sirvo-me eu deste instrumento prodigioso para insistir na acusação. Todos os sócios são alvo deste tiroteio. Todos menos os que integram a Direcção. Aquela dos "jovens" tem de ser substituída por velhos. E vós outros, ó velhos descuidados... Uma velhice aposentada e prematura, depois de tantos ensaios precursores. E se ninguém avança/para Bragança, então dou o meu voto à Régua, com as múltiplas maravilhas adjacentes.

A segunda frente é o silêncio ensurdecedor, de quem não vê, no outro lado da rua, um país a morrer. Parecemos resguardados em redoma de vidro, exactamente como no tempo do internato, preservados do mundo como virgens descuidadas. Falamos, e muito, de coisas de "nosso senhor", onde somos peritos a citar ideias alheias e cansadas. Ou dum humor de taberna, já gasto até ao tutano.

O terceiro pecado é o medo de escrever, de comentar, de zurzir. Se tudo anda tão mal neste quintal português, não nos será pedido a nós, que herdámos uma língua clássica esplendorosa, que semeemos a nossa opinião, conquistada a pulso pela idade e pelo pensamento? Temos o site, temos a palmeira, temos o ócio, temos ética, temos encontros: não somos capazes duma ideia tranformadora?

A descansada vida também cansa, diz o outro. Será que nós não vemos nada do que vemos?

2013-04-25

José de Castro - Penafiel

GRANDE ENCONTRO 2013 Lembram-se da palavra "tipo"? Pois então recordando-a eu vos direi: RÉGUA E ARREDORES... Estes tipos têm gosto! O Gaudêncio já referiu belos locais mas há mais. Um ror deles! VAMOS?
2013-04-22

Arsénio Pires - Porto

E o ENCONTRO NACIONAL 2013?

2013-04-22

manuel vieira - esposende

Meu caro Aventino,

O Douro convive com a Régua e partilha belezas e sabores com quem os visita e como diz o Gaudêncio as vizinhanças transportam sítios magníficos. Há uns anos descemos o Corgo de comboio até à Régua vindos de Mateus e de Vila Real e almoçámos do outro lado do rio, mesmo no extremo da ponte ferrosa, num restaurante de cor amarela.Foi magnífico. Nesse Encontro reencontrámos o Quina que reside em Bragança mas é de Avelanoso, Vimioso.

Quanto às memórias em Acta, elas apenas terão a ver com as deliberações importantes da Assembleia Geral, que aprovavam as Contas e apontavam os resultados e os nomes dos Órgãos Sociais.

Existem Actas, existe um livro que as suportam, existem Actas em documento avulso e outras que existirão também avulsas em alguma sebenta ou folhas soltas a precisar de arranjo.

As melhores Actas dos Grandes Encontros sobrevivem na nossa revista Palmeira e nas imagens que se gravaram e que estão disponíveis para reviver. Dos grandes temas, das mesas abundantes de bons cheiros e sorrisos como no Zé Nabeiro no Soito ou em Folgosinho, da água cristalina da nascente do Côa na serra das Mesas nos Fóios, da paisagem avistada da torre de menagem do castelo do Sabugal ou de Santa Luzia vianense, do ambiente de Cister em Alcobaça e de muitos outros cenários , desses as Actas não falam.

Mas como Organização com personalidade jurídica não devem faltar as Actas e com recurso aos registos que "andam por aí" esse passado deve ficar normalizado.

Gostei muito do poema do Martins Ribeiro, que tanto nos diz como ex-reclusos como diria o Peinado, que ontem encontrei em Esposende a passear na Marginal onde se procurava recompôr dos efeitos dos tratamentos que tem andado a fazer.

Deixai as andorinhas voar porque a Primavera está aí e elas deslizam em chilreios entre Navarra e Porto de Ovelha, terra dos Monteiros do meu tempo.


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