fale connosco


2013-04-20

Davide Vaz - Almada

Meus caros ex.reclusos da Barrosa, como diz o nosso amigo Peinado.

 Armado em super preguiçoso, vou lendo e relendo o que os outros escrevem e eu...nada. Mas todos os dias vou visitar o nosso site e falando com algum companheiro.

Perdoem esta minha falta de colaboração mas, perante tão bons escritores, como sejam o Martins Ribeiro, o Ismael Vigário, o Alexandre Gonçalves, o Manuel Vieira, o Ricardo Morais, o António Gaudêncio, o Francisco Assis e outros, eu sinto-me pequenino... Quero no entanto dizer-vos que vos tenho a todos no coração e também que já faz falta um novo grande encontro.

 Ando cá a magicar uma escapadela ao norte para ver os que estão mais longe. E só ainda não o fiz porque, quando planeava ir até aí em cima tive uma avaria no pópó mas, um dia destes, vou mesmo. Até lá, vou vindo por aqui pelo site para matar saudades.

 Um grande abraço do DAVIDE VAZ

 

2013-04-19

manuel vieira - esposende

Que cantam afinal os nossos poetas de agora?

O Alexandre fala em musas e o Martins Ribeiro atiça as orelhas sentindo no extremo os impropérios dos feitiços da inspiração que ditaram rezas de volúpia.

Mas afinal que cantam estes poetas sem sobriedade na língua ?

Deambulam em temas  com pretensões ambíguas de derrubar o tédio de quem em silêncio assenta o traseiro na esplanada do sossego?

Não sei porque ainda poeta não sou, mas ao ler o Alexandre lembrei Camões e os canhões assinalados e apontados aos meus tempos de estudante que obrigavam à leitura dos Lusíadas por parte dos barões e reli e reli sorrindo perante a maldade de lançar o repto aos audazes da preguicite.

Não sei se até agora disse alguma coisa de jeito mas a intenção era despretenciosamente recortar o silêncio e preencher vazios.

Mas mude-se de aromas e vamos até ao nosso Assis na esperança de o apanharmos a debulhar o feijão e depois  a demolhar em água corrente  lá do monte para que fique rijinho e nos convide para umas costelinhas grelhadas com molho picantezinho como ele gosta de referenciar ou outros acrescentos de boa ementa já sugerida.

Ah! Um molhinho de grelos a que acresce na cozedura uma garrafinha de água das pedras para que fiquem verdinhos e o ligeiro amargo dará substância a um empratamento de fazer crescer água na boca.

Isto acaba sempre em comida mas vamos esperar pelo tempo...

 

2013-04-18

alexandre gonçalves - palmela

 

                                                  TEMPO DE IMPROPÉRIOS           


                                                     


                                                 


                                                                     

                                           Ó musa sereníssima que tiras

                                           aos breves dias a cruel chatice,

                                           és bela mesmo quando tu inspiras

                                           tudo quanto no site já se disse.

                                           Ali não há verdades nem mentiras,

                                           nem sequer a paixão duma tolice.

                                                     Dá-me uma voz irada e comovida

                                          que não fale da morte mas da vida!


                                          Eis o que eu tenho para vos dizer:

                                          É tempo de gritar contra a cegueira.

                                          É a hora também de escarnecer

                                          de quem fez do país uma lixeira.

                                          É urgente ser cão para morder

                                          a quem mordeu sem culpa a terra inteira.

                                          Até o próprio Deus se distraiu

                                          de não ter visto nada do que viu.

                                             

                                                                                                                                   

 

                                                     E vós outros, ó jovens descuidados, 

                                          que só cuidados tendes para vós,

                                          não vos sintais impunes e sentados

                                          se não sabeis a força que há em nós.

                                          É por serdes assim tão sossegados

                                          que eu, musa, assim me sinto tão feroz.

                                           Mas enfim, descansai, deponde a lança,

                                           que a descansada vida também cansa!

                           

2013-04-17

manuel vieira - esposende

A Primavera incendeia agora de calor e brotam em pequenas expressões os rebentos verdes e as flores de fruto e de jardim e os campos assemelham-se a tapetes de amarelos e violáceos de tons bem vivos.

O Lamas guarda por baixo das sacadas os ninhos de andorinha e nos Arcos o Martins Ribeiro vai dando ao fole para amadurecer os fisális transplantados ainda no Inverno das terras de Orbacém e dos viveiros do Pingo Doce.

Já apetece invadir os terrenos do Assis lá na montanha de onde se avista o mar e amesendar umas pataniscas de bacalhau com um amorenado arroz de feijão e micro legumes com aromas de cominhos moídos e de comer à colher, como convém para não perder pitada. Umas morcelas braseadas com grelos salteados amainariam os apetites e uns vinhinhos frescos de casta loureiro poderiam atiçar os sabores encorpados da preciosidade dos enchidos.

Não sei o que vai na horta do Assis mas imagino que esteja a dar sustento àquelas favinhas que fazem alevantar os mais desfavorecidos em apetites e estarei certo que ao fim de uns ajustes no prato já se poderão ouvir os chilreios das andorinhas a anunciar o animado convívio.

Claro que para estas coisas tem de "haber" a autorização do chefe da virtuosa quinta soalheira.

2013-04-14

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Recebi  e li, há muito tempo, a nossa bem cultivada Palmeira, a de Março de 2013.

Decidi logo elaborar e enviar um pequeno texto de apreço para esta secção. Faltou decidir quando o faria. Finalmente volto hoje.

Arsénio e toda a equipa editora, mereceis bem quantos amigos tenhais, Ponde-me lá no fim da lista ou da tabela, tanto importa.

Mandando a modéstia às urtigas, agrada-me muito ver-me publicado em tão boa companhia.

Numa apreciação pessoalíssima, permiti-me reincidir na minha natural admiração e salutar inveja perante todos os poetas e, neste momento, quero contar com a benevolência do Alípio para me associar à homenagem por ele prestada ao nosso querido Pe. Augusto. Às vezes temos a oportunidade de nos cruzarmos com verdadeiras excelências. Conto também com a benevolência do Alexandre Gonçalves para poder felicitá-lo pela sensibilidade e arte em tratar o amor e a mulher, ambos temas inesgotáveis e inultrapassáveis. É enternecedor ver como um tópico  de formulação tão simples - amo-te, ama-me - permite textos tão vários, tão artísticos e tão profundos.

Para além desta apreciação afectiva, nada mais do que isto, continua a agradar-me muito a secção Polis e o tratmento dado ao problema religioso.

Neste tempos difíceis, apesar deles, desejo que todos tenham passado a Páscoa num ambiente familiar e acolhedor.

A. Rodrigues

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