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2013-11-22

manuel vieira - esposende

O meu prezado amigo Castro invadiu-me os terrenos cheinhos de castanheiros e concertinas e não preencheu o requerimento. Foi pena que não tivesse sinalizado a presença pois é sempre muito agradável um reencontro. Do Peinado já nem falo pois é um feliz proprietário esposendense e com agrado registo a sua saída da bancada onde se tem instalado confortavelmente, a exemplo de muitos outros.

Escrever aqui não é obrigatório mas acaba por ser uma necessidade para contemplar os nossos leitores de bancada e se por vezes o tema falha isso é apenas porque nos instalamos no sofá de forma acomodada pois na nossa idade a imaginação também vagueia despreconceituadamente e convém dizê-lo que uma diversidade de assuntos tem enquadramento neste precioso espaço, sem risco de escandalizar as nossas mentalidades.

Eu sei que agora temos o Facebook que nos seduz e até orienta a nossa curiosidade pela roda de amigos e conhecidos, mas também é verdade que de quando em vez convém dessalgarmos as conversas mudando o rumo ao teclado.


2013-11-20

António Peinado Torres - Porto

Bom dia AARS amigos e companheiros. O VOLTAREI, voltou, é sempre com enorme prazer que eu estou convosco, mas sinceramente não tenho tido inspiração para vso escrever, não por falta de TEMAS , mas na verdade nem eu sei porquê, dado que sou assistente de bancada assiduo, a consciência estava a pesar-me e a dica do AMIGO ZÉ CASTRO despoletou a granada que o VIEIRA me tinha mandado já vàrias vezes. Antes de entrar nos assuntos sérios devo dizer que ando bastante preocupado com o nosso DECANO, estou a chegar à conclusão que a operação às CATARATAS lhe fez muito MAL, também deixou de estar aqui presente com os seus belos escritos, poesias e apontamentos, o que me leva a pensar que o SENHOR MARQUÊS DE VALDEVEZ, trocou a ecrita e o convivio com estes AMIGOS, para passar o tempo na tribuna da sua varanda a ver passar as ELISAS na avenida ribeirinha, e a FODA DE MONÇÃO prometida fica para as CALENDAS, é assim que vai o MUNDO AARS. Como já sou septuogenário, embora com PACEMAKER, ando devagar, e devagar devagarinho o NOSSO PAPA FRANCISCO, que não chegou a estar presente no GRANDE ENCONTRO, porque teve que visitar o BAIRRO DO ALEIXO na MUI NOBRE E INVICTA CIDADE DO PORTO, está na minha modesta opinião no melhor caminho para reconquistar muitos cristãos para o seio da IGREJA, Começo a acreditar que as reformas vão ser feitas, a principiar pela limpeza na CÚRIA ROMANA e depois gradualmente devagar devagarinho as mentalidades dos novos Cardeais e Bispos na sua maioria ajustar-se-ão aos principios simples da IGREJA e os sacerdotes também lhes seguirão, é evidente que sempre haverá maus CARDIAIS, BISPOS E SACERDOTES, mas tenho fá que esta semente será apenas uma excrecência. De qualquer forma, não enbandeiro em arco e fico na esperança de ver o que se irá concretizar. Eu sei que é cedo, mas desde já envio a todos os AARS e suas FAMÍLIAS votos de um SANTO E FELIZ NATAL E UM MELHOR ANO NOVO.voltarei Peinado P S Parabéns ao AVENTINO que se repita por muitos e muitos anos, e para o ano com livros do lº ciclo e assuim sucessivamente até chegar às sebentas da Universidade
2013-11-18

José de Castro - Penafiel

ORA ATÉ QUE ENFIM!

 Às vezes chego a pensar que os meus Amigos estão de candeias às avessas com este nosso sítio que muitos de nós precisamos de visitar antes de adormecer. Ainda que seja para ver o último título e comentar com alguma tristeza mas sem comentários: "ainda ninguém escreveu mais nada"... PORRA! COMO É POSSÍVEL?

 Poderei estar e exagerar mas é o que as vezes digo eu. Claro que o Vieira está sempre atento...

 Ora sabendo que temos um vasto e ilustre conjunto de leitores fieis, com a agravante de serem nossos Amigos, que não estamos sob censura ou qualquer tipo de avaliação e que muitos procuram esta página como quem procura o sal para tempero dos próprios destemperos, diria que pelo menos nos intervalos da análise do estado da Nação, é um gosto ler algo de novo que de entre nós seja partilhado como aconteceu com o aniversário do Aventino. Com a experiência acululada e o saber de quem foi AAR, qualquer pequena coisa fará as delícias dos leitores que também participam lendo.

 Agora, não para vossa delícia porque essa foi minha, a propósito de magustos, não tendo eu (com pena minha) participado no evento organizado pelo Alexandre, que com a arte de bem receber que lhe é reconhecida só pode ter sido um sucesso (APESAR DE AINDA NADA TER SIDO DITO COMO JÁ FOI COMENTADO...), sabendo eu que na terra do Vieira haveria castanhas e vinho para todos, este Domingo almocei e passei a tarde por terras de Esposende que ao seu jeito minhoto sabe receber como ninguém.

 Pois ele eram castanhas, copos de branco e tinto, e o melhor de tudo: PELO MENOS SEIS GRUPOS DE CANTADORES E CANTADEIRAS, no próprio local do magusto, sem microfones e cada um na sua, iam deliciando os filhos da terra, e mais ainda certamente os que foram surpreendidos com tal recepção. Uma tarde deliciosa em que o sol não quis ficar arredado de tal evento. Um consolo para o corpo mas mais ainda para a alma. Ali não havia tempo nem condições para discutir o estado da Nação. NEM NA VENUZUELA HAVIA MAIS ALEGRIA!

 Aqui deixo o meu testemunho e um convite de quem apreciou tal evento, a quem o perdeu: No proximo ano os que possam, não percam esta festa que é para repetir em 2014.

 Amigo Vieira; se calhar estavas entre os presentes e apesar de eu ter o radar ligado não te vi.

 Meus Amigos; tenho saudades de ler o Peinado (a quem em particular desejo saúde), a falar do seu Porto mas também as tenho do J. Marques, do Arsénio que só aqui tem aparecido para um esclarecimento de circunstância ou algo semelhante..., assim como de tantos outros que nos deliciaram com páginas brilhantes arquivadas neste espaço QUE ESTÁ DE PARABÉNS, a todos digo: VOLTEM!

 Eu, VOLTAREI!

 

2013-11-18

manuel vieira - esposende

O Outono é assim, calmo e ligeiramente sonolento a acompanhar o esvoaçar em ritmo dócil da folhagem amarelecida. O chão ganha forma tridimensional da folhagem sobreposta e sente-se na aragem o cheiro do fumo das lareiras que se acendem.

Algum torpor se sente neste silêncio que nos acomoda e até se compreende pois estes dias fez 4 anos que inauguramos este espaço de conversa. Foi no dia 15 de Novembro de 2009 e estamos com quase 111.000 visitas neste período de 1.460 dias do nosso calendário. Estes intervalos com silêncio são portanto fruto da época em que nos acomodamos à estação, pois ela também nos condiciona pela influência dos astros e parece que envelhecemos sem desprestígio para a idade. Parece que os dedos respeitam o sossego da mente e curiosamente o silêncio dos nossos amigos amolecem a nossa vontade de aparecer.

Estes dias falei com o Peinado, que não tem voltado, mas continua rotinado com o programa que já lhe conhecemos.

O Davide estava em forma há dias e lá esteve no magusto de Palmela onde estiveram 25 comensais (ainda pensei que algum dos lá presentes viesse cá escrever sobre o evento) e a Quinta do Paraíso recebeu muito bem como sempre nos habituou.

Cá pelo norte o Ribeiro tem falado no magusto mas tem faltado estímulo ou entusiasmo, como queiram chamar-lhe.

Entretanto em Gaia trabalha-se afincadamente no número de Natal da nossa revista Palmeira com o Arsénio, o Barros e o Assis a reunir para o efeito.

É verdade que neste caminhar ninguém fica mais novo mas era bom sentir que estamos todos vivos e bem vivos.

2013-11-09

AVENTINO - PORTO

HÁ SÁBADOS ASSIM

São sábados de encontro, de memória, do apertar e sentir da amizade. São os "sabath" de que nos fala o Novo Testamento. De preguiçar ou meditar, de partir, viajar, ir além das obrigações de fazer e produzir. " e ao sétimo dia descansou". Pois é assim que tantas vezes me movo. Ao sétimo dia sou outro, "eu não sou eu nem sou o outro/sou qualquer coisa de intermédio" (Mário de Sá Carneiro). Ao sétimo dia vem-me o desejo e o encanto de um dia sabath e liberto-me como ave solitária cirandando no espaço em busca de nada. Nem som nem silêncio, nem sol nem eira, nem o lento coachar das rãs do lago do meu jardim.

HÁ SÁBADOS ASSIM

O meu amigo continua internado. Num lar de idosos aconchegados à morte, a capela, o cheiro a anunciar o cheiro dos dias do fim. O dia de hoje já não é o dia de tantas vezes em que o visitei,

Aventino, estás tão bem,

tanta esperança a dele e a vida dele a sobrepor-se à minha angústia,

não chores Aventino, eu estou bem

e eu a chorar, o meu amigo ali, triste a vida, inexorável a velhice,

oh! já viste as minha análises?

e eu a chorar,

não tenho diabetes! queres tomar alguma coisa?!

e abraçava-me, e sorria, e perguntava pelos meus filhos, num encanto divino como se a divindade naquele mesmo instante ali viesse aplaudir uma felicidade imaginada.

Hoje, há sábados assim: o triste olhar do meu amigo. A boca ao lado, o facies torto, o braço e a perna imóveis.  Todo o silêncio da morte a aconchegar-nos. Teve um AVC, disse-me a enfermeira. Forte, muito forte, concluiu. E as minhas lágrimas, a despedida, o triste esperar dos dias de amanhã.

Há sábados assim: já nem a morte me dá conforto. 

 

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