fale connosco


2014-03-28

A. Martins Ribeiro - Terras de valdevez

Era para voltar aqui muito mais tarde para não ser só eu a monopolizar este espaço e poucos mais mas, depois de ter lido o texto do Castro, magnífico, burilado, sincero, exoticamente  belo, tenho mesmo de dizer alguma coisa: e só pergunto para os meus botões, colarinhos ou bolsos das calças; onde tem andado este amigo Castro que além de nos presentear com um vinho do Porto inigualável, ainda exara trechos de tão singular beleza? Sei que ele gosta mais de estar sentado no sofá mas, ó ingentes Deuses, como é possível que um artífice de índole tão sublime só ande a intervir ás pinguinhas?

Também estou de acordo que paremos, para já, com tão pantagruélicos discursos e passemos a abordar outros temas não menos interessantes pois nem só da gula se vive. 

Trago aqui á baila o último escrito do Peinado constatando que, embora na sua parte final mantenha o seu inconfundível e jovial estilo tenha, no entanto e desta vez, versado um tópico bastante mais profundo e sobre o qual quero tecer-lhe um comentário justaposto ao meu pensamento. Como diz o povo, quem tem o vício no corpo raramente muda; pode mudar certos pormenores que não vão aquecer nem arrefecer que quanto ao essencial fica tudo na mesma. E se todos esses hábitos foram seguidos (como são) por muitas outras pessoas envolvidas no sistema, sobretudo essas agarram-se á manjedoura e nem mudam mesmo nada. Não se faz nenhuma revolução com falinhas mansas nem com palmadinhas nas costas; eu, pelo menos, não tenho disso conhecimento nem a História no-lo conta. Quem anda e sempre andou entusiasmado com leituras do KonaSutra dificilmente deixa de seguir o que lá diz e não está disposto a mudar. Desta forma, o que este Papa Francisco tem feito pode incluir-se na vertente das boas intenções, porém, ele só ou poucos mais como ele, pouco conseguirão mudar no sentido de produzirem uma reforma profunda que altere substancialmente a idiossincrasia da Santa Igreja católico-romana. Sempre assim foi há dois milénios e tudo continuará igual, ad æternum. Estou a falar de Doutrina, Códigos e Costumes, bem entendido e não me  anatemizeis porque, como seguidor da Igreja de Cristo, não entendo que ela possa mudar na essência nem mesmo poderia concordar com qualquer mudança mais profunda que A descaracterizasse. Claro que sou contra muitas práticas temporais que, não propriamente da Instituição Igreja, mas de quem humanamente a dirige e que, essas sim, deverão ser abandonadas e mesmo punidas, pois conspurcam a Santidade dos seus cânones e catecismos. Por isso, pode o caro Peinado esperar sentado que, creio eu, nada irá mudar no quotidiano da Santa Madre Igreja; e ainda bem, digo eu!

O Ricardo Morais é outro traste que comete o mesmo pecado de se fechar em copas, escondendo a sua reconhecida bagagem intelectual. Da mesma forma o Bernardino e outros mais que já foram citados.

Sabeis uma coisa? Vem aí a santa Páscoa e todos nós devemos comemorá-la com as suas rezas apropriadas; o que não quer dizer que, sobretudo eu, por tradição e festa, não me deleite com a respectiva foda, essa sim, a verdadeira.

2014-03-28

alexandre gonçalves - palmela

 

VILA  NOVA, 2014

 

Até que enfim! A lampreia conseguiu fugir desses predadores do cristão norte! Depois chamam nomes aos pagãos do sul. Haja paciência democrática! Se voltarem a atacar essas criaturas, haverá uma denúncia, com sólido fundamento jurídico, e não poucas testemunhas, dessas práticas devoradoras, que indiciam crimes de ordem gastronómica. E outros, cujo nome nem deve ser escrito. E ponto final!

Agora Vila Nova! Soletro a palavra, em busca de sons antigos. E uma fina melancolia, como a chuva da infância, essa que descia obsessivamente no bosque e na avenida, cobre de poeira húmida o que resta do coração. Já não dispomos de tempo bastante para arriscar um saldo frágil de alegria que ainda nos sobre. Dói muito aquele espaço! Dói a nossa ausência. Já não se ouve o piano do fundo do corredor. Do alto do bosque já não se vê Coimbrões. Nas salas já ninguém solfeja uma adolescência tardia nem há coro que interprete Vitória ou Palestrina. Caminhar como o grego sobre um chão de ruínas não garante um pensamento luminoso. Nem abranda tensões que a memória em vão acorda. 

Os encontros de Vila Nova são tristes. Foi ali que sequestraram o nascer do sol. O hesitante voo das águias recém-nascidas. Os impulsos originais, que pretensamente deveriam recriar o mundo. Celebrar destroços? Ignorar silêncios hormonais, cuja violência ainda perdura? 

Claro que nos fica bem a gratidão. Já todos o disseram! Filhos de um Deus menor, o nosso futuro estava hipotecado à nascença. Ali aprendemos a dizer as palavras libertadoras. Os nomes e os códigos em que se escreviam o céu e a terra. Porém, bem sabe cada um o que teve de pagar, não em dinheiro nem em géneros, mas em afectos, angústias e desesperos. Era um espaço cheio de Deus, mas um Deus possessivo, ciumento, déspota. Um Deus parecido com o minotauro de Creta. Para o aplacar, os Atenienses comprometeram-se a sacrificar-lhe as mais belas raparigas e os rapazes mais robustos da cidade. Por mais difícil que seja reconhecê-lo, não terão sido poucos os que fizeram esse papel dramático de cordeiros, imolados aos medos e aos infernos de inúmeros pregadores de serviço.

Os encontros de Vila Nova desenvolveram-se com as melhores intenções. O formato, embora discutível, serviu em tempo útil esses desígnios. Muitos nem sequer admitem que possa ser doutra maneira. No entanto, outros tantos haverá que, em aberta colisão, se afastam, se afastaram ou nunca apareceram. Creio ser imperioso que a associação preserve um espírito de máxima abrangência, por forma a integrar as mais diversas sensibilidades. Já não somos muitos nem temos herdeiros. Mas os que somos devemos aprofundar as razões deste compromisso mútuo e ampará-lo delicadamente, pois a dinâmica associativa está cada vez mais vulnerável. Se tiver de ser em Vila Nova, que seja! Mas então era urgente que uma comissão voluntária e generosa se prontificasse a defender a sua dama, com actos e planificações adequadas, com tempo, com substância e abrangência.   



2014-03-27

José de Castro - Penafiel

Retalhos da vida da AAAR

Este espaço foi criado para "Promover a amizade, a convivência, a solidariedade e comunicação entre todos os associados".

Alguém sabe do paradeiro do Ricardo Morais? Terá ele congelado com o frio?

Até o aparecimento de novos colegas e de outros que nos tinham deixado desde os tempos quentes da luta sobre o aborto, como é o caso do controverso J. Marques, foi bom, podeis crer.

E para vincar a minha posição, digo (com ironia): aprecio a "sopinha de letras" com as letrinhas todas, sem exclusão. Acrescento (sem ironia): as letras estão lá. Na sua justa ordem e importância, sem que a importância resulte da ordem.

Começo a render-me a este local de encontro. Funciona mesmo. E nem D. Quixote tem a experiência de cavalgar que tem o Ismael em sua égua por terras fronteiriças por junto à Serra de Mesas e do berço do Côa, que o nosso amigo Bernardino Pacheco (que não sei se nos "ouve") tanto canta em seus versos já impressos.

Por falar em versos;

Poesia de Poesis do verso grego Poiew que quer dizer fazer, diferente de Praxis e de Mathesis, de Mathemata, Episteme, Ous-Ontos, Theorein (viagem) Aletheia (verdade do ser), Êrô-Filô, Agapô, (amor mas tão diferentes).

Xissa!!! Não sou Camiliano, nem Queixotiano, nem Hoaciano, nem Pavloviano, nem Platónico, eu, sou o que sou.

Contudo,

Os rapazes do curso de 69, foram tão desaprumados em relação a alguns conceitos como o foram os da geração anterior. No que concerne ao conceito de liberdade, nunca o reconhecerei à badalhoquice e à pouca vergonha.

Mas vós que amais, como podereis negar que outrem ame quem lhe aprouver?

Humm... Apesar de andar muito ocupado antevejo forte peleja.

Pois eu, estou-me marimbando (para não aplicar expressão mais progressista) para o que o amigo J. Marques entende por progresso; pense como quiser. Cada um come o que quiser e do que gosta. Um abraço fraterno para todos vós.

Mudando de tema...

Os Redentoristas "estão a ser acusados de propaganda contra o Estado por terem criticado expropriações injustas por parte do governo de Hanoi". Custa-me uma imensa tristeza ver atacada a Igraja de Cristo a qual poderá ter alguns defeitos; ela não tem, de certeza, e sim alguns dos seus membros e mesmo dos seus ministros. É certamente verdade. Porém,

O catolicismo foi muitas vezes imposto pelo sangue e pelo extremínio de outras culturas.

Essa agora... Esgravatamos, trabalhamos, conservamos valores e sobrevivemos, bem ou mal, mas sobrevivemos. Por isso, sabe? Vou dizê-lo com todas as letras e em português vernáculo: estou-me "cagando", (...).

Gosto da tua voz azeda, (...).

Ora muito bem Vieira. Assim é que é falar. Concordo absolutamente com o Manel Vieira. Eu próprio me penitencio por ter feito deste "fale connosco" uma praça de discussão.

Meus amigos:

Gosto deste espaço, gosto de muitas pessoas que aqui participam, mas, por favor, não o estraguem. Para todos um abraço com amor. Hoje não me apetece dizer nada.

"Cada bago de uvas sabe de cor o nome de todos os dias de verão".

Um poema em prosa? Pois a mim apetece-me não comentar um poema. Pois é o Verão tem destas coisas e espevita as alucinações concupiscentes onde até a pele ebúrnea da mulher amada se deleita sobre as areias macias de qualquer praia lusitana e os desejos espúrios envolvem-nos como o vento torpe vindo do Norte.

Para memória futura... Senhor não mandeis o Martins Ribeiro para o inferno porque ele, além de ter sido um pobre diabo, não era mau tratante. Cometeu o dislate de tentar defender a vossa Igreja (...). Mas meu Deus, ele conhece o Vieira, que faz uma lampreia à bordalesa soberba, já comeu foda de monção, leitão à bairrada, ensopado de borrego, arroz de cabidela e vinhos de truz lá dos seus lados, que mais queremos meu Deus, (...)?

"Não te fies J. Marques em vizinho de cavalo sem patas. Esse Ribeiro nem sabe a água que leva o rio e é um marialvista confesso. Ele só quer o céu a ver se apanha a Madalena que é fetiche dele".

Voltando a culinária... Até o Aristóteles, se interessou pelas enguias, afirmando que elas emergiam do lodo por geração, enquanto Plínio, o Velho, considerava que elas resultavam de fragmentos da pele humana. A lampreia tem sido tema assíduo (...). Mas temos de começar a abordar outros temas com outros temperos (...).

E com eles Voltará com o seu "VOLTAREI" nosso amigo Peinado.

Foram bons tempos para regalo dos assistentes de bancada. Voltarão? Desculpem qualquer coisinha...

Para todos, um abraço fraterno.

2014-03-26

AVENTINO PEREIRA - PORTO

E PUR SI MUOVE

Afinal a AAAR move-se. E aí está, o anúncio do que é preciso.

SUGIRO:

1. Data: 24 e 25 de maio.

2. Formato: muito idêntico ao de sempre. É um formato que tem funcionado e funcionado bem. Talvez pudéssemos ir mais além, modernizá-lo, inventando, inventando-nos. Assim: 

a) em vez da conferência a seguir ao almoço de sábado, (propícia ao adormecimento) um passeio pelos lugares da nossa memória na quinta da ainda possível BARROSA, à semelhança dos gregos peripatéticos. Parando aqui, parando ali, intervindo este e aquele e aquele outro, contando a sua memória possível e a memória inventada do melhor e do pior que cada um guarda desse lugar específico da BARROSA onde alguns existiram e outros não queriam ter existido.

b) à noite, um sarau de uma nova cultura, que fosse para além das artes milenares com que nos enriqueceram. Quem sabe, uma mini comissão que se propusesse à criação de um novo estilo de comunicar e enriquecer.

NO DOMINGO: o mesmo programa de sempre.

Por mim, estou disponível a fazer a minha intervenção artística no sarau de sábado à noite.

SEJAMOS FELIZES

2014-03-25

manuel vieira - esposende

A lampreia tem sido tema assíduo nestas andanças de palavreado.Ainda temos um mês de época para saborear as especialidades e quem é indefetível que se mexa pois as opções estão diversificadas.

Mas temos de começar a abordar outros temas com outros temperos pois já vamos a caminho de Abril e temos de pensar na Organização do Encontro deste ano, nas Eleições para os Órgãos Associativos e na Palmeira, que mereceu recentemente aqui uma abordagem interessante e desempoeirada.

Para já é fundamental constituir uma equipa para organizar o Encontro e está na mesa a proposta da sua ocorrência em Gaia, dando seguimento ao que foi votado na Assembleia de 2012.

Qual a melhor data?

Qual o melhor formato?

Quem dá dois passos em frente?... 

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