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2013-08-07

manuel vieira - esposende

Como disse há dias o Martins Ribeiro, preciso mesmo de aliviar as ideias e aproveitei para repetir um ritual com a família nestas alturas e fui a Vila Nova de Cerveira visitar a Bienal naquela Vila, embora agora, ou de uns anos a esta parte, se encontre dispersa por cidades diversas do Norte até Compostela. Aproveito sempre para fazer uns registos fotográficos e deixar o meu cérebro rir-se nos esforços que sempre faz ao querer interpretar o fenómeno da rte contemporanea. Mas faz-lhe bem pois desformata.

Aproveitei ainda para ir até Ponte de Lima visitar "Os jardins" junto ao "Náutico", num concurso internacional que vale a pena presenciar e também já o faço há anos e os meus filhos e a minha sobrinha já interiorizaram na sua agenda biológica.

Amanhã vou reforçar o ritual de Verão com uma visita à Feira Medieval da Vila da Feira de que sou cliente há vários anos, aproveitando para comer à tardinha, já estafado, uma sande de porco no espeto.

O nosso Martins Ribeiro foi descansar os dedos para S.Martinho do Porto e o nosso Assis já fala de novo português.

Entretanto já pode ser lida uma entrevista ao Lamas, na rubrica certa, que esteve cerca de 2 anos com o depoimento do Davide, que estes dias vai até aos Fóios testemunhar as capeias raianas tão em voga nas aldeias do Sabugal.

Também em Pontos de Vista o tema foi renovado.

2013-07-29

Jose Manuel Lamas - Navarra-Braga

O Vieira vou acalmar

Quebrando o meu silêncio

Desculpas não precisas apresentar

Digo eu e diz o Gaudêncio

 

Companheiros,

Então só porque escrevi 2 versos à toa e já sou merecedor de tantos elogios? Confesso que estou a ficar envaidecido, porém não convencido.

O Vieira já me chama poeta, o Gaudêncio prefere que me expresse em verso, o Peinado i9ncentiva-me a escrever versos e o nosso ilustre Decano, (esse sim grande poeta), tece-me um elogio penso eu e até afirmo, que não está de acordo com as minhas competências na matéria.

Amigo Martins Ribeiro, não existe em mim grande veia poética. Isto não é nem mais nem menos que rimas de ocasião. O elogio assenta melhor no amigo. Não posso no entanto deixar de agradecer a todos a lisonja. Merecidos ou não, quem não gosta de  elogios?

Não sei o que se passa no teclado, está faltando o chapéu no Gaudencio. Isto é só porque eu não percebo nada disto.

A todos aquele grande abraço.

2013-07-27

manuel vieira - esposende

Ao escutar estas estrofes de silêncios zurzidas pelo Aventino junto aos velhos sobreiros do mosteiro medieval de S. João d'Arga, lembrei-me afoito da Arte na Leira, um pouco mais acima em Arga de Baixo, na Casa do Marco, que é também um dos meus rituais de visita em tempo de férias.

Sincronizando as bátegas de silêncios longos que se estendem pela serra agreste, contrasto com a miscelânia de artes expostas na Casa do pintor Mário Rocha onde este ano devem expor cerca de meia centena de artistas em várias expressões de materiais diversos.

Estive lá na primeira exposição divulgada pelo dr Francisco Sampaio nas televisões, era ele Presidente da Comissão Regional de Turismo do Alto Minho e assaltou-me a curiosidade.

Muitas telas expostas nos cobertos onde se guardaram rebanhos e lembro ainda o chão arranjado com areia limpa, isto em 1998 se me não engano.

Hoje ainda tem muito de "leira" mas os espaços já estão muito melhorados.

Um "trilho" bem curioso para quem quiser apreciar arte nos confins do monte entre casebres e casinhas onde se respira bom ar de graça.

2013-07-27

AVENTINO - PORTO

SE PERGUNTAREM POR TI, DIZ-LHES QUE FOSTE OUVIR O SILÊNCIO

Em ziguezague vou, uma curva para a esquerda outra curva para a direita, e outra e outra e outra. O COURA segue-me, frio e lento.  Subo, subo, subo. Para trás deixo pessoas, ruido, gente em luta, fraqueza humana, lixo. Ouço as águas do rio, limpidas e tristes, condenadas à perda da sua identidade, rio abaixo em direcção ao MINHO e do MINHO serão mar e, uma vez no mar, inexistentes. Ao alto da SERRA D'ARGA chego. E fico. É o meu ritual todos os anos como se a vida não se me cumprisse sem estes dias em que só quero o silêncio. Ao fundo, o sol vai embora, perdido no ocaso por detrás do mar e, aqui mais perto, o mosteiro beneditino sem frades e em ruínas, parece dizer-me que assim é mais feliz. Vem-me a voz do tojo, o amarelo das maias, o quente, quente desta fraga milenar onde me sento.

Ouço ou imagino que ouço o longínquo chocalho das cabras, o pio das garças, o zumbido das abelhas que asseguram o florir desta serra. Trouxe o saco-cama, uma manta, água, uma sêmea, maçãs e fiambre de perú. A gruta escavada por pastores de há muitos anos já me conhece de outros tempos. Abre-me a porta, os braços, espera-me. ("Toda a paz da Natureza sem gente vem sentar-se a meu lado. Alberto Caeiro, o guardador de rebanhos)

                    Quando a noite vier, este silêncio torna-se outro silêncio. Hei-de ouvir ou imaginar o pio das corujas, o uivo dos lobos, o latir dos cães lá do fundo do vale que deixei. E é deste lugar de onde vejo o mundo que não quero ver o mundo. Não quero ter nem ser. Não quero ir nem vir. Apenas este silêncio. A minha glória é esta: não ter outra necessidade nem sentir. Amanhã, se me for embora, voltarei à tristeza dos dias e à minha felicidadezinha.

2013-07-26

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

😋

Já que vão falando por aqui em reclusão cumpre-me dizer aos ex-reclusos da Barrosa, dos quais faço parte, que ainda não fui de férias, falta só um chisquinho o que me dá ainda tempo de perorar por estes sítios. O grande Peinado, que por ser um dos principais "presidiários" suponho que terá até um lindo fato ás riscas, parece que ficou admirado da minha nova visão: mas sempre lhe digo que é verdade, agora sim, vejo coisas que já não via há muito embora - e isso é o pior - seja mesmo só para ver; e ainda irei ver melhor. Quando regressar de S. Martinho lhe contarei, pois tenciono exarar umas pequenas notas sobre esse maravilhoso paraíso. O nosso Vieira anda um tanto baralhado com as leituras destes nossos textos que até troca tudo; mas depois lá consegue emendar sem tornar essa emenda bem pior que o não dito. Acho que deveria tirar umas fèriazitas a ver se arrumava a cachimónia. Não me quero meter nas contendas do espaço das folhas A/4 da nossa revista entre o Arsénio e o Gaudêncio, porque eu não me posso queixar. Aproveito para esclarecer o amigo Lamas de que a minha "versalhada" da mota, que despoletou o seu estro de vate pindárico, (não confundir com pindérico) se deveu a um teste que combinei com o Vieira em como se poderiam incluir imagens alusivas aos tópicos que se iam publicando neste nosso magnífico espaço. Como não sou propriamente um cabeçudo informático sempre consegui o meu intento, porém, não é para abusar. Grande abraço para todos e, agora sim, ficarei calado e mudo até depois da minha vilegiatura. Inté!



 

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