fale connosco


2013-09-09

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Caros confrades, (emendado)

Há tempos atrás perguntando a um amigo meu, cá de Coimbra, informações sobre o espólio de M. Torga lá por S. Martinho de Anta, respondeu-me ele haver pouco, muito pouco, ao que sabia.

Falando-lhe da nossa visita e da nossa associação, disse-me que com agrado nos receberia por cá e, se assim o desejássemos, em data a combinar, poderia proporcionar-nos uma visita à Biblioteca Joanina e, também, uma palestra sobre um autor à nossa escolha.

Eu posso sugerir títulos como: Gil Vicente, Camões (o das comemorações e dos momentos de crise de identidade nacional), M. Torga, Antero de Quental ou o problema religioso nestes dois últimos autores mas, se o assunto interessar, poderemos acordar um outro, eu proponho-lho e ele dar-nos-á resposta.

Para a realização deste encontro, se se verificar, perante a minha inexperiência em assuntos de intendência, aguardo sugestões e apoios espontâneos.

Saúde para todos.

2013-09-09

A. Martins Ribeiro - Terras de valdevez

UMA HISTÓRIA DE AMOR NO DOURO

Dado que o nosso grupo de AARs vai percorrer, por estes dias, os belos e alcantilados caminhos do Douro vinhateiro, veio-me á memória uma história verdadeira que há muito me relatou um amigo meu que já partiu, professor primário: o Soares, grande amigo, quase um irmão, arrebatado pela força do amor, um homem sentimental, marcado pela generosidade. 

Levado por deveres profissionais andou até S. João da Pesqueira, pequena cidade no coração do Douro e lá cedeu ao derriço de uma colega de profissão. Marta era uma mulher luminosa, esbelta, uma Vénus de Milo em carne e osso, com uma presença escultural que causava espanto. Atraídos mutuamente acabaram, fatalmente, por enredar as almas e os predicados. 

Foram até S. Salvador do Mundo, um lugar ermo donde se abarcavam as agrestes e escarpadas encostas que apertam o Douro. Ali esbanjaram amor e pieguice, grandioso, insano e selvagem. Já quase ao anoitecer, acomodados num quarto de hotel na povoação, acabaram unidos entre lençóis de rendas e tule. Entrava o luar pela janela aberta naquela noite tépida de Setembro, lambendo-lhe os corpos ebúrneos e acirrando-lhes a paixão infrene do desejo. Pela noite fora, na sineta duma capela ali perto, foram soando as badaladas das onze, das doze, da uma, das duas e das três até á lassidão final e depois, assim nuzinhos, ao amanhecer, os afagou o luar. 

Passada essa ocasião tudo se diluiu. O tempo passou, desencontraram-se os caminhos, seguiram as vidas, quebraram-se as recordações. Marta sumiu-se como por encanto e o moço nunca mais a viu nem soube o que fora feito dela. Nada permaneceu, nem uma réstia de ciúme, nem a cintilação duma lembrança, nem sequer um sonho disperso. Ao indómito esplendor da juventude sucedeu a calma resignação da madurez só que, em certo dia, fora de toda a percepção e congruência, o meu amigo Soares foi agitado por uma inesperada chamada de Marta na qual lhe formulava um impensável convite, se tal fosse possível, para um encontro revivescente dos tempos d'antanho.

Como podia ele recusar? 

Em vista disso, pouco depois, rumava novamente, desta vez em missão pessoal, puxado pela ilusão, impelido pelo fadário, até S. João da Pesqueira. Encontrou Marta mais madura, é certo, mas sempre com aquele magnífico porte de deusa sublime, possuidora ainda dos traços de uma escultura sensual e pagã e de todos os marcantes atributos da sensualidade. Caídos nos braços um do outro e como se um zéfiro brando atiçasse os carvões mortiços de um brasido morno, reavivaram novamente a chama da paixão antiga, na mesma alcova de lençóis bordados de renda e de tule, outra vez com a lua a sorrir-lhes, invejosa e matreira.

Tudo se consumou como outrora fazendo-me relembrar, aqui e agora, aquela canção do andaluz Pedro Escobar, quente, lírica, muito romântica:


" ...Y les dieron las once, las doce, 

la una, las dos y las tres;

Y, así desnudos, al amanecer,

los encontró la luna!"


Pouco depois de me contar esta sedutora aventura de amor, o meu amigo Soares partiu para a zona do crepúsculo onde não dão horas, não há luar nem lençóis de renda e tule.

 

Arcos, Setembro de 2013

2013-09-08

José Manuel lamas - Navarra-Braga

Se o vinho do Porto é um néctar

A vinha que o dá é um tesouro

Eu quero esse vinho provar

Eu quero visitar o Douro

 

Agora e só para avisar:

 

Na adega com tinto, branco ou rosé

E pode até ser com o dito Porto

Podes entrar direito e em pé

E também podes sair deitado e todo torto.

 

Parabéns para aqueles que tanto trabalharam para que o próximo encontro seja possível e a todos aquele abraço.

2013-09-07

Alves Diamantino - Terras da Maia

    ENCONTRO  NACIONAL  - 2013  - 14 e 15 de Setembro

     -Socalcos    do    Douro    Vinhateiro -

      -Trilhos   de   Miguel   Torga -

      Caríssimos AAARs

 

                         “   Tudo amo, admiro e compreendo.

                              Sou como um sol fecundo

                              Que adoça e doira, tendo

                              Calor apenas.

                              Puro,

                              Divino

                              E humano como os outros meus irmãos.

                              Caminho nesta ingénua confiança

                              De criança

                              Que faz milagres a bater as mãos.”

 

                                                                                      TORGA ”Inocência”

 

I T I N E R Á R I O  - Dia 14 – Sábado

 

1 - 08.00 horas - Partida da Rua Visconde das Devesas, nº 684 - Vila Nova de Gaia

                                          -  Seminário de Cristo – Rei  -

 

2 - 10.00 horas - VILA REAL – Paragem no parque externo do  “DULCE   VITA,”

                             para recebermos os herdeiros do TORGA, os AAARs Nordestinos.

 

3  - 11.00 horas -  S. Leonardo da Galafura – Miradouro

4 - 13.00 horas - Sabrosa - Almoço no restaurante “Solar I”

5 - 15.00 horas - S. Martinho de Anta - Visita ao “Espaço Torga”

5 - 16.00 horas - S. Martinho de Anta - Visita à Capela de N. Srª da Azinheira

6 -18.00 horas - Vila Seca - Visita com prova na  quinta do TEDO

7 -19.30 horas - Lamego - Hotel S. Paulo para dormida e pequeno almoço

8 -20.30 horas - Lamego  - Jantar no restaurante “Nave” (a 100 m do Hotel).

 

I T I N E R Á R I O  - Dia 15 – Domingo

 

  9 - 09.30 horas - Lamego – Visita ao Santuário Nª Srª dos Remédios

10 - 10.40 horas - Lamego – Visita ao Castelo

11 - 11.30 horas - Régua  –  Visita e prova de Vinho na “ Quinta de S. Domingos”

12 - 12.30 horas - Régua  –  Quinta de S. Domingos, almoço

13 - 16.40 horas - Vila Real – Dulce Vita, despedida dos AAARs Nordestinos-

14 - 18.30 horas - Chegada - Rua Visconde das Devesas, nº 684 - Vila Nova de Gaia

 

 

 

              - O custo por pessoa é de  120  € -

 

 

  

 

 

2013-09-05

Alves Diamantino - Terras da Maia

Quantos somos….Quantos vamos……

Ao DOURO  VINHATEIRO??!!

Já !! Sim, é verdade ,nos  próximos dias 14 

e 15 de Setembro, iremos ao encontro da

“ proa dum navio de penedos”.

Tu, caríssimo companheiro AAARs,

nordestino de criança ou por opção,

vem dar-nos a conhecer  as belezas dos teus trilhos.

Nós vamos ao teu, ao vosso encontro.

 

Pelas +-  10.00 horas, no sábado dia 14

de Setembro, estaremos  em VILA REAL

no parque externo do    DULCE   VITA,

para te levar connosco, com retorno

ao mesmo DULCE VITA

 

Queres saber quantos somos?!

Somos 38 na ré da nau, mas para os divinos paladares,

seremos  mais.Mas faltas tu, a quem nós queremos  saudar,

abraçar e sentir o teu adoçar para chegarmos à proa  do tal navio.

 

 

                                                                                           Um abraço

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