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2013-12-28

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Dado faltarem apenas uns dias para terminar mais um ano, aqui venho deixar aos meus companheiros e amigos os mais sinceros desejos de prosperidade para o ano que vai entrar e, por caber no propósito, vos transcrevo um trecho que rabisquei em ocasião semelhante; quando muito, creio eu, poderá servir para evocar recordações doutros tempos porventura mais esperançosos:

                         UMA NOITE DE S. SILVESTRE

A noite desfazia-se em chuva miudinha e insistente mas nem por isso detinha as pessoas que afluíam em número elevado ao quartel dos bombeiros. E qual era a razão? Que havia lá dentro? Um baile de fim do ano. 

As paredes do salão estavam adornadas com aguarelas representando pares dançantes, envoltas em multicolores fitas de papel, serpentinas e folhas de azevinho pintadas com purpurina. Ao fundo, sobre um palco de madeira, uma orquestra espanhola animava a dança com sons dinâmicos e trepidantes ou com melodias de sonho, uma para os foliões a outra para os enamorados. Á volta sentavam-se as damas esperando que os cavalheiros presentes as fossem convidar para a 

dança. Reunia-se ali toda a alta roda da sociedade daquela Vila. Jovens raparigas, trajando de formas diversas, segundo o costume ou com vestidos adequados ao próprio evento, feitos de tule e rendas brancas, procuravam dar ao ambiente uma aura de sonho e bem-estar, enriquecendo-o com a beleza dos seus rostos joviais. E qual seria o homem que deixaria de sentir grande entusiasmo ao contemplar aqueles decotes espaventosos e ousados no meio do rodopio dos “pasodobles”, do embalar da valsa, do romantismo dos tangos ou nos ademanes de loucura dos “mambos” e “swings” que contagiavam até os próprios músicos? O salão era calorento e abafado, embora a noite fosse fria. 

E foi nessa festa que conheci certa jovem: os seus olhos pareciam duas safiras cintilantes, os lábios lembravam dois pedaços de rubi acentuado, os seus cabelos negros de azeviche macios como seda e todo o seu busto mais sensual que o das esculturas dos geniais artistas gregos. Estranhamente não trazia vestido de baile feito de gaza e tule, mas toda a sua postura exercia mais fascinação que esses trajes postiços, tornando-os secundários. Convidei-a e ela acedeu no preciso instante em que os violinos estremeciam na doçura dum tango e naquele alheamento da beleza, do amor e da felicidade dos seres que se adoram, não foi muito o tempo até que os nossos lábios se tocassem num beijo furtivo. Assim fomos rodopiando toda a noite, apertando cada vez mais os corações e juntando as almas. 

Alta manhã já era e a chuva já não caía quando terminou aquela noite e com ela mais um ano das nossas vidas. Quantos puderam considerar essa feliz entrada como augúrio de ventura? Muitos talvez, mas sobretudo aquele par que se conheceu ali entre melodias e se enlaçou de tal forma que nunca mais se vieram a separar. 

Algum tempo decorreu depois deste episódio quando, em certa tarde de verão, um alegre cortejo se viu passar pelas ruas daquela Vila. Ele trajando de negro, ela toda de branco, então já com elegante vestido de rendas e tule, enquanto os sinos repicavam a anunciar o casamento do par dançante da feliz noite daquela passagem de ano. 

E foi junto do altar sagrado, não a ouvir os tangos e boleros mas ao compasso de uma solene marcha nupcial tocada no órgão do templo, que se juntou o amor declarado naquela fria noite de S. Silvestre. 

                                            ......

 

Arcos de Valdevez, Janeiro de 1956 

2013-12-28

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

Uf ! Até que enfim.....terminou. Refiro-me ao massacre, ao martírio, ao triste espectáculo  de nos tentarem  vender, durante quase dois meses, um natal alegre, uma época rebordante de solariedade, etc, etc. Eu só vi comércio, hipocrisia, pais natal e nenhum menino jesus. O dia nada representou, o mundo continua violento e injusto mas os sem abrigo tiveram sorte em terem um jantar quente e com direito a notícia na TV. Só por isso, eu grito : viva o natal!!!!!!!!

Por devaneio sentimental, na noite da consoada fui reler um poema antigo do nosso amigo Torga e não resisto à tentação de o reproduzir aqui:

                                          NATAL

     Leio o teu nome

     Na página da noite:

     Menino Deus.........

     E fico a meditar

     No milagre dobrado

     De ser Deus e menino.

     Em Deus não acredito.

     Mas de ti como posso duvidar?

     Todos os dias nascem

     Meninos pobres em currais de gado.

     Crianças que são ânsias alargadas

     De horizontes pequenos.

     Humanas alvoradas.......

     A divindade é o menos.

Espero que os meus amigos não se deixem contagiar por este meu desencanto com a época do Natal porque as minhas desilusões são apenas minhas e não pretendo vendê-las  pois ninguém as ia querer nem dadas.

Também não acredito no ano que se aproxima mas, como manda a boa convivência, desejo a todos os amigos da AAAR um ANO NOVO feliz, próspero e alegre.  

2013-12-27

manuel vieira - esposende

2013 está a terminar e deixa poucas saudades em muitos aspectos e o Lamas foi para a luta e chamou-lhe nomes, rimando.

Mas teve coisas bem positivas como o nosso Encontro no Douro vinhateiro.

O ano de 2014, por estar a iniciar já na próxima semana, pode dar-nos esperanças e é nesse sentido que desejo prosperidade aos meus amigos.

Quem está a passar por dificuldades de saúde é o Padre António Alves, que foi meu professor e de alguns de nós e foi submetido a intervenção vascular no Hospital Santos Silva em Gaia e ainda está nos Cuidados Intensivos. É pároco em Gulpilhares onde se situa a capela do Senhor da Pedra no areal atlântico, concelho de Vila Nova de Gaia e desejamos-lhe rápido restabelecimento.

Muitos foram os colegas que nos remeteram as Boas Festas pela via digital e esse feed back é importante e reforça a vitalidade associativa.

Para todos umas Boas Entradas e temos de começar a planear o novo ano.

2013-12-27

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

Diz - se que no bom pano

A nódoa pode sempre caír

Que seja p'ra todos bom ano

O ano que está para vir

 

Para que esse, bom venha a ser

Devemos partir para a luta

Pois já estamos a ver

Que este foi filho da P......a

 

Tentai saír bem e entrar melhor.

    Aquele abraço.

    Zé Lamas 

2013-12-26

António Peinado Torres - Porto

Bom dia AARS e continuação de FELIZES FESTAS.

 O convivio realizado no passado dia 14, no santuário gastronómico de S Frutuoso, como disse no seu apontamento o nosso Presidente e Mestre RABANADAS Manuel Vieira, foi o Peinado quem deu corpo à reunião gastronómica e fraterna, mas quem despoletou a granada foi o FREI ASSIS, ao convidar-me para um cafézinho, daí ao almoço foi um instante.

Contactei o " NÚCLEO DURO DO NORTE E DO SUL ", para alguns de nós, o núcleo duro são os que normalmente estão sempre disponiveis para estas reuniões. Os do sul estavam todos ocupados, paciência ficam para a " FODA À MONÇÃO " ou para a " LAMPREIADA ".

 Porque é que nosso José Maria Pedrosa não foi convidado? Não é habitual a sua presença nestes convívios. Que me lembre nos mais de 20 convivios em que participei, quer no norte, quer no sul só estive com ele 2 vezes, uma no Algarve e a outra em Monção.

Nenhum dos contactados me falou no Pedrosa, e acontece também que não tenho os teus números de contacto. Para que tal não volte a acontecer, agradeço o envio dos mesmos,se quiseres manter a confidencialidade podes enviar para " antonio.peinado.torres@gmail.com ", estes foram os factos que levaram ao esquecimento.

 Para que não fiquem dúvidas a ninguém , o Peinado não quis ofender ninguem, nem marginalizar quem quer que fosse, mas na qualidade de condiscípulo do Pedrosa e amigo, devo dizer e escrever, que o " PERDOUO " que me dirigiu, não me assentou bem , é bafiento e cheira-me a sacristia.

 A todos um FELIZ ANO DE 2014. Voltarei´ Peinado

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