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2013-09-26

Arsénio Pires - Porto

O silêncio chegou a esta página!

Talvez que a meditação sobre "em quem vou votar" seja responsável.

Peço licença para o preencher com esta verdade:

“Não estamos em condições de nos salvar a nós próprios, sobre isso não restam dúvidas. Falamos em democracia, mas ela é apenas a expressão política para um estado de espírito caracterizado pelo «Pode ser assim, mas também de outro modo».Vivemos na época do boletim de voto. Até votamos todos os anos no nosso ideal sexual, a rainha da beleza, e o facto de termos transformado a ciência no nosso ideal intelectual não significa mais do que pôr na mão dos chamados factos um boletim de voto, para que eles escolham por nós. Este tempo é antifilosófico e cobarde: não tem coragem para decidir o que tem ou não tem valor, e a democracia, reduzida à sua expressão mais simples, significa: Fazer aquilo que acontece! Diga-se de passagem que é um dos mais desonestos círculos viciosos que alguma vez existiu na história da nossa raça.” 

Robert Musil, in O Homem sem Qualidades

2013-09-24

Arsénio Pires - Porto

1- As Edições RIVUS estão de Parabéns!

O Martins Ribeiro já nos habituou à excelente qualidade dos vídeos com que tem retratado os nossos Encontros Nacionais. Desta vez, ele superou tudo indo muito mais longe em técnica e qualidade de imagem e som.

De realçar a voz de fundo que nos ia informando do início dos diferentes takes. Uma voz muito bonita e, pareceu-me, bem profissional.

Esperamos que a edição aumentada entre no "mercado"!

Grande abraço para ti, Martins Ribeiro


2- Espero as melhoras do Davide. Dias antes do nosso Encontro Nacional, ele telefonou-me para me comunicar que não poderia estar presente por motivos de saúde: hipertensão súbita. Afinal, o pior confirmou-se e surgiu-lhe o AVC, espectável nestas circunstâncias de hipertensão alta e descontrolada.

Mas ele vai recuperar!

Força, Davide!

2013-09-24

alexandre gonçalves - palmela

ROTA D(E)OURO II: S. Leonardo da Galafura 

 

Dez dias depois, pedi aos olhos que dessem a mão às palavras. De tão frágeis, comovem-se e alteram-se. Coram perante o esplendor da paisagem e recolhem-se no silêncio, esperando que o tempo abrande a intensidade da luz e da cor. Como quem se afasta um pouco , só para ver melhor. Para focar melhor a câmara. Para filtrar um olhar, um rosto, um rio, ou um simples ponto de exclamação. As doces palavras são tímidas, donzelas de iniciação, apetecíveis  promessas de futuro. Pouco a pouco, aqui e além, começam a aflorar na solidão do espaço branco. Só então vale a pena tentá-las, provocá-las e pedir-lhes que digam, por forma a evitarem gritinhos e leviandades.

Comecemos pelo promontório de S. Leonardo. Os ouvidos estão carregados de torgas, pequenos arbustos que se infiltram pelas costuras das pedras. Agarram-se ao áspero chão, formando grossas raízes, como que para resistir à vertigem do rio. A mão feminina que passa não resiste ao gesto de cortar um pequeno ramo, para mostrar a respectiva identidade. Os ouvidos atentos podem agora entender quem esteve ali, quem ali gravou em azulejo textos de pedra, de água e vinhedos. Textos de eternidade, porque foram colhidos em deslumbramento. Estamos a ver o DOURO pelo olhar de espanto de Miguel Torga. E podemos agora compreender donde lhe vem o nome. Miguel, porque é ibérico e porque dos seus textos se vê o mundo todo. Torga, porque tem raízes austeras, que perfuram a terra que habita. Árvore centenária, de flancos expostos aos ventos, que nenhum vento derruba. Numa imanência telúrica, de identidade e diferença, onde radica todo o sentido da existência.

Este Douro é ouro puro. Estas pedras são tão líquidas como as águas azuis, que lá nos fundos das montanhas rebrilham de frescura e fecundidade por estas encostas acima. E nos socalcos, penteados em cordão, as uvas desfazem-se em sangue, amorosamente recolhido em taças sumptuosas, que o grande rio leva à mesa dos príncipes. E esta rota de setembro abre-nos o livro da idade onde em cada página se lê: VIVER. Não há outra saída airosa. Viver até ao limite das forças, dando a cada célula em pânico a ilusão da esperança. Existir é um jogo. Alguns ganham frequentemente, e são felizes. Outros perdem sistematicamente, e são infelizes. Mas, a ganhar ou a perder, nenhum bem se compara ao de acordar de manhã e aninhar os olhos na paisagem do mundo (M. Torga, Diário XIV). Do mundo, que é este reino terreno, até onde a palavra der. Até onde as forças o consentirem. Onde não há lugar para a resignação, para a lamúria, para a postumidade. É proibido morrer e ficar depois a contemplar-se piedosamente, como num velório. Dói ser homem mas não se é homem sem luta. Estes vinhedos, que trepam pelo tempo acima, que documentam a guerra civil entre o homem e a natureza, até chegar a esta polifonia de ritmos, de frutos e de cores, mostram como se deve construir o sentido. Não -nos foi dado. É-nos exigido que o construamos. O homem não nasce feito, tem que se fazer. Como se faz uma vinha. Como se constrói uma casa. Como quem tem pressa de viver, para atingir a lentidão da sabedoria.

Acabemos pelo barco de pedra de S. Leonardo. Entremos no esplendor líquido das águas. Torga é o homem do leme. Vamos descer o rio até onde a vida nos levar. O outono chegou às cidades. Saibamos que tudo está a prazo e que só um bom combate  nos permite acordar em outubro para a infinita beleza do mundo.    

2013-09-23

Francisco Cabral de Sousa - Estoril

Caros amigos e companheiros, Cá estou, de novo, para manifestar quão "gostoso" foi o nosso Encontro de 2013.Parabéns aos grandes estrategas, Diamantino e Belmiro e seus ajudantes de campo, Gaudêncio e Zé de Castro. O Encontro foi uma autêntica obra de arte, digna de arquitetos experimentados. O rigor e "savoir faire" dedicados ao evento, são, a todos os níveis, de louvar. Foi gratificante aquele abraço ao Morais, Gaudêncio e Bernardino, que já não via desde a minha saída da Barrosa. Ainda recordo as diabruras que fazíamos nas aulas, quando o Perfeito se ausentava e, que uma vez, levou com uma vassoura, pois o protagonista julgou ser um de nós que ia a entrar.Que tempos?!... Ao Lamas só quero dizer-lhe que as minhas andorinhas ainda cá estão. Levantam-se mais tarde e deitam-se cedo. Já o Bernardino não pode falar na sua andorinha que, quem sabe, alguém que gostava de "chanfana", não resistiu a sabore-á-la. Aguardo que os colegas com dom de escrita e vocabolário mais rico, nos descrevam os encantos dos Socalcos do Douro Vinhateiro e dos Trilhos do "contrabandista" Miguel Torga. Ó Peinado! notei a tua ausênsia, mas compreendi-a. Resta-me dizer que não recebi o último número da "Palmeira". Um abraço. Francisco Cabral
2013-09-23

manuel vieira - esposende

Ontem, dia 22 de setembro,o Padre José Marques celebrou os 50 anos de vida consagrada na sua terra natal, Póvoa de Cervães no concelho de Mangualde e esteve lá presente a representar-nos o Duarte de Almeida, a quem enderecei o pedido por ser o colega que estava mais perto e que se prontificou a dar-lhe um abraço.

Quem tem passado mal é o nosso colega Davide com quem tenho falado estes dias e que se encontra internado no hospital de S.Josém em Lisboa, depois de ter sofrido um AVC há cerca de 1 semana. Está agora a recuperar e ficamos a torcer por vê-lo em breve devidamente curado.

Alguns problemas afectaram o acesso a alguma informação no site mas já estão resolvidos.

Estamos a iniciar o outono, embora esse formato de estações já esteja a ficar com defeito e começa a pensar-se nos pequenos encontros regionais, fustigados normalmente por algum frio, o tal que acalenta a amizade.

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