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2013-10-17

Manuel Vieira - esposende

Eu sei que diariamente umas dezenas de colegas frequentam este site à procura de "novidades". Só por isso já se justifica a existência deste espaço mas é quase como passar à porta de um amigo e só olhar para o seu quintal a ver se ele "amanhou" a terra.

Curiosamente nos anos anteriores já se falava em castanhas nestas alturas, talvez porque o frio mais sentido instigasse à acção, à pretensão de um magusto de fumos sadios ou de ementas reconfortantes.

Não sei se é do tempo ou da ferrugem da idade mas que é necessário abanar esta dormência , lá isso é, pois vamos ter tempo para estar parados e temos de aproveitar os tempos que nos restam, como é costume dizer-se neste recanto.

Eu sei que o Orçamento de Estado para 2014 nos sufoca e por isso é bom respirarmos fundo em 2013 aproveitando o fantástico da amizade que ainda não foi taxada.

Gostei muito de ler o Ismael, com quem tomei um cafezinho a semana passada em Braga no Montalegrense e a sua criatividade e o Diamantino no relato a finalizar um Encontro e a quem dei há dias um abraço em Esposende.

A "música" do Lamas pretendeu inspiração mas todos se encolheram.

Conversei estes dias com o António Gomes que fez um esforço colossal para almoçar connosco em Sabrosa e testemunhamos o seu desconforto por doença mas as coisas estão agora no bom caminho com um tratamento adequado, sem a gravidade que se prenunciava. Ainda bem.

O nosso Davide também já está melhor e a fazer fisioterapia e alguns colegas vão-lhe dando o alento presencial e outros por telefone.

O nosso Martins Ribeiro está agora afinadinho de vistas e nada lhe foge à observação. E mais não sei...

Falta-me o Peinado, mas como anda desaparecido por estes lados vou procurar saber e...Voltarei!

2013-10-13

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

Esta  "descrição alegórica " do Ismael retrata a nossa situação social com um realismo que até faz doer .

Dificilmente a "água"  virá e mesmo que venha ou virá tarde ou não chegará para todos. Possivelmente serão mais as ervas a secar do que as que irão  reverdecer.

Este povo, mesmo com os seus defeitos congénitos, não merecia o castigo de ter os maus condutores políticos que o levaram ao fundo do rio seco. ( Não lhe chamo «políticos», no sentido nobre do termo, porque isso é coisa que raramente tivemos na nossa história secular ).

Eu não sou ninguém para dar palpites mas confesso que gostei da forma engenhosa, e literariamente perfeita, que o Ismael usou  para nos  pintar um quadro,  actual e tenebroso do estado deste País.

2013-10-11

Ismael Malhadas Vigário - Braga

(Fonte de inspiração: Entrevista do Sr. Primeiro Ministro de Portugal em 9/10/2013)

Vieram de todos os pontos da pólis e juntaram-se à sua volta para o interrogar sobre o futuro,

o futuro, que o presente é um rio que corre seco nas suas enormes vidas.

Houve um tempo em que a água derrubou pontes, diques e margens. E da abundância do caudal transbordou lama, e pedras e revolta e desespero.

Um enorme vendaval e, onde antes eram estradas, nasceram agora becos lamacentos.

            Agora o rio vai seco, um fio de água no fundo do vale.

 As colinas apertaram o rio e, ele, como um fio, desafia a caminho do mar, com enorme desejo de o alcançar:

            Chego?!... Não Chego?!...

E os homens apolíneos esperam que a água do rio cresça, a torrente se forme, que ela possa de novo correr até ao mar.

O desespero acorreu à margem do rio, alguns precipitaram-se para se refrescar e a água era escassa.

Os primeiros a chegar ainda  e molharam os lábios secos de tão longa caminhada, num fio que ainda corria surripiado das “lájes” húmidas d’outras enxurradas.

Outros, os segundos, que vieram a seguir, olharam para o rio,

era uma imagem, uma memória d’outros tempos.

Os primeiros voltaram-se para os outros, entreolharam-se e não se falaram!...

Dai-nos da vossa água? –pediram os últimos. Os primeiros de olhos cabisbaixos responderam: - Não, não chega para nós.

E todos quiseram subir a colina, com um fôlego, que foram perdendo.

Estavam exaustos, veio-lhes um cansaço, um suor misturado em lágrimas que formava uma outra água que não dava para os saciar. Sabia a sal e a fel e ninguém a podia beber.

Os outros, os últimos a chegar ao rio, aqueles que olharam a memória do rio, não puderam humedecer os lábios, já tão mirrados e sequiosos de tanto caminhar.

 

Os dois grupos de homens separaram-se e nunca mais se reencontraram. Cada um seguiu o seu caminho: lugares que não levam a parte alguma. Soube-se depois que alguns foram dar à terra de ninguém. Nesse lugar não havia leis, nem mandantes de ordens, porque não havia ninguém para dar ordens. E chamaram a este novo lugar, o paraíso, a terra perfeita onde não havia a necessidade da necessidade, a loucura da loucura, uma terra fora da terra, um sítio utópico. E, passado algum tempo, alguém disse que estava farto de estar na terra de ninguém, pois tudo ali era um sensabor, um cansaço de perfeição, uma ausência de humanidade, sofrimento, angústia, de algo para disputar.

Alguém disse que estava farto de estar na terra de ninguém, e era melhor regressar à terra de alguém, onde havia alguma coisa para disputar. Sabiam que não era o paraíso, mas havia alguma razão para mandar, fazer, gritar, barafustar, reclamar ao vento, pedir ajuda às andorinhas, mesmo em voo e quando não param.

A terra de alguém nunca pode ser a terra perfeita, os seres que a habitam são incompletos, imperfeitos, egoístas, fazedores e pensadores do mal, mas são homens.

Na terra de ninguém, há apenas lugar para o sonho, a imaginação, o fantástico, o mito, os deuses, além das nuvens e de todos os espaços e palavra inomináveis.

 

A terra de alguém é mesmo muito imperfeita,

 mas é um mundo que ainda pode ser modificado pela ideia imaginativa do construtor.

É verdade que houve um tempo em que o sonho morreu e morreu várias vezes e houve compassos de espera e forte desejo do seu regresso.

Agora chegou o tempo do desespero, onde o sonho morreu, homens que partiram para uma terra incerta, outros  prostraram-se à vista da terra seca, árida e onde a brisa se esqueceu de levitar a erva seca e hirsuta que ainda desafia o mau tempo, a desconsolação.

As ervas hirtas e desafiadoras esperam por novos visitantes, alguém que as ampare, as vaporize, as levede e lhe faça companhia de um novo renascimento, uma janela aberta no horizonte.

            -“Nós estamos sós” – gritaram todas as ervas secas e ainda hirsutas.

“Queremos a companhia da água, de uma nova voz, de um outro olhar” – pediram todas ansiosas e a tremer ao vento.

Insistiram bramando aos quatro ventos –“Queremos água, uma gota de água” e repetiram todas unidas: “uma gota de água, uma gota… gota .. de água, que a nossa haste está quase a partir, socorro, por favor, já não podemos mais”.

 

 

 

2013-10-08

Alves Diamantino - Terras da Maia

 

Ufa, outra vez !!! Se pensaram que migraram toldadas ou enfartadas ou aninharam nos velhos princípios de Aristóteles, equivocaram-se.

Nos encontros , reencontros e desencontros, o tempo não passa pela amizade, mas a amizade é que passa pelo tempo. O brilho da sua chama, exige de nós, um maior e três menores, a mais subida expressão, - GRATIDÃO - .

Aos que participaram, pela confiança em nós depositada. Aos que nos receberam, pela disponibilidade e afabilidade com que nos honraram. Aos que se desencontraram, no sonho perdido dum reencontro, face às mais diversas razões, o nosso devido respeito.

Ao David e ao António Gomes formulamos votos de uma rápida e sadia recuperação.

Sabrosa fez milagres, diz o Presidente.

Nós nunca duvidamos dos AAARs, muito menos, quando eles se encontram acrescidos pelo sexto sentido, causa da sua sobrevivência à vertigem da contemporaneidade.

São como Torga, ateus nos intervalos, mas homens de fé quando intensificados. Como são frios os números, caríssimos, mas são vidas que eles retractam, contradizendo as filosóficas retóricas badaladas.

 Eis porque a nobreza da nossa GRATIDÃO se dirige à essência feminina dos AAARs. Ressuscitando a mortandade, salvou-nos a multiplicação da sua presença, elevando a partilha, nível e dinâmica do encontro. Muito haverá a contar por este valor acrescentado, admirado e reconhecido por muitos dos que nos receberam.

Restam-nos recordações……………………Que fiquem, já que o tempo está a fugir.

 

                                            Um Abraço, agora sim, migramos para outro Hemisfério

 

                                                                                  Belmiro/Diamantino

 

 

2013-10-03

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

Após ter lido os artigos do Castro, do nosso presidente Vieira e do nosso decano Martins Ribeiro, despertou-me a atenção um pormenor que me levou a fazer um comentário em jeito de reparo mas fora de qualquer crítica. Concordo em absoluto com o Castro quando diz que temos de ter cuidado com os termos e acrescento que também por ter-mos. Mas eu quero é dizer que enquanto o Castro é tão cuidadoso com os termos, o nosso presidente Vieira não parece preocupado com tais cuidados. Ora atentemos no primeiro parágrafo do Vieira; ( Sabrosa faz milagres, não tanto no prato e no vinho que foram dos melhores, mas por influenciarem duas seguidas  do nosso amigo Castro. ) Se isto não é uma falta de cuidado com o termo, então só nos resta considerar o termo meramente plumitivo como diria o Martins Ribeiro. Com respeito aos AARs que estão calados, eles já ouviram a chamada e certamente aparecerão um destes dias.

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