fale connosco


2013-08-30

António Peinado Torres - Porto

Bom dia Amigos e Companheiroos O GRANDE ENCONTRO RUMO AO DOURO VINHATEIRO ESTÁ EM MARCHA. Em boa hora o TRIO ESPERANÇA ( Diamentino, Zé Castro e Belmiro )meteram mãos à obra, pois vão proporcionar aos presentes, ver locais inesqueciveiss, com gastronomia de 1ª classe,e visitarem O DOURO VINHATEIRO que é apenas e não só PATRIMÓNIO MUNDIAL. Não podemos ignorar que neste 1º semestre foi visitado só por via fluvial por 250 0000 turistas, e australianos serão cerca de 3 000. Meus caros amigos o PORTO e toda a região NORTE está na moda. Convém não esquecer que o PORTO além de ser também PATRIMÓNIO MUNDIDAL, deu o nome ao famoso Vinho do PORTO graças à visão e dinamismo dos ingleses, que se implantaram nesta MUI NOBRE E INVICTA CIDADE incutindo-nos habitos culturais e comerciais que ainda hoje fazem parte das nossas vidas. Temos também a beleza do nosso " casario ribeirinho " único no mundo, daí sermos PATRIMONIO MUNDIAL, e temos também a nossa gastronomia, onde imperam as TRIPAS Á MODA DO PORTO e o célebre BACALHAU Á GOMES DE SÁ, e mais recentemente as FRANCESINHAS, bom , e só falta o mencionar o FUTEBOL CLUBE DO PORTO que detem o maior número de TÍTULOS no PORTO e em PORTUGAL CONTINENTAL E INSULAR. PORTISTA E CRISTÃO ATÉ MORRER. Por tudo isto, convido-vos a aderir à iniciativa do TRIO ESPERANÇA, eu, resolvi por minha conta e risco convidar o PAPA FRANCISCO, e porquê? porque tenho assistido à sua presença no CONTRAPUDER e acho que as suas intervenções além de brejeiras são interessantes e bem dispostas, e no tempo de crise que estamos a atravessar é destes momentos que precisamos, creio que vamos ter uma óptima reunão de confraternização. Não posso deixar de referir a colaboração prestada para a dinamização deste GRANDE ENCONTRO da Delegação de Palmela da CONFRARIA DOS AMIGOS DO ESGOTA ( PIPAS ), pelos dados já obtidos, os nossos EXRECLUSOS, SEMINARISTAS e EXMOS. ACOMPANHANTES já ocupam 1/3 do avião, e esperam-se mais aderencias, é claro que o CENTRO E O NORTE vão estar em peso, e desta vez só para verem o PAPA FRANCISCO até os nossos companheiros do NORDESTE TRANSMONTANO vão estar presentes, como estiveram quando organizaram o ENCONTRO EM MIRANDELA, que foi uma jornada de confraternização memorável que ainda hoje recordo. AMIGOS, RESPONDAM À CHAMADA ,e rapidamente, para que o TRIO ESPERANÇA ainda possa alugar um segundo avião. Para todos o meu singelo abraço, nem VOLTAREI, nem BEIJINHOS, mas sim ATÉ AO NOSSO ENCONTRO NO DOURO VINHATEIRO Peinado
2013-08-29

Alexandre Gonçalves - Palmela

 

 

ROTA  (D')OURO

 

Olá, viajantes da diáspora! O verão escancarou as portas do universo e nós, como cidadãos do século em curso, dispersámos por ínvios caminhos que a experiência vivida não imagina. Já nem me lembro do último leito onde pernoitámos, em amena fruição da existência. Os deuses quiseram oportunamente que somássemos as infâncias e entrássemos juntos pela vida fora, sem roteiro marcado. Um dia demos connosco, já gastos pelas fraudes dos caminhos, a beber um vinho velho que nos identificava. Ainda me lembro do nosso humor caseiro, difícil para ouvidos alheios, feito por palavras antigas, que nos faziam rir comunitariamente. Um misto de latim bárbaro com um português arcaico, pedaços de traduções medievais com citações dos grandes mestres da língua materna, tudo isto dava conversa sem fim, à qual se juntava um pouco de tinto e resíduos desafinados da melhor música clássica, aprendida em tempos de virgindade auditiva.E por trinta horas de encontro, éramos quase felizes. Como se na memória colectiva não houvesse ruído bastante para incomodar. E tanto  que muitos não arriscam nem tempo nem a vida prática, nem os próprios preconceitos. Desabafava um há dias, em dia de mau acordar: já fui, não volto! Vocês continuam de joelhos, em adorações abstratas. Vocês não mudaram. Vocês ainda rezam e porque rezam são santos. Não são da minha espécie. Vocês ainda querem salvar o mundo. Não estou do vosso lado. Não volto! Ainda ripostei com alguma ira: o cego não é propriamente o que não vê, mas aquele que não quer ver. E chegou. Em rigor, cada um sabe de si e muito pouco dos outros.

Já estou a falar da urgência de setembro. Da urgência de regressar a casa, de filtrar o tempo, de recusar a solidão. As viagens, esta mobilidade de época, estas malas desfeitas, esta idade ameaçada, tudo se pode impor à consciência com desconforto, como um espelho impiedoso, a devolver-nos um rosto ineditamente exausto. Não tenhais medo, disseram-nos, mas atentos estai, porque viver é perigoso. De momento é o DOURO que se perfila. E o DOURO são socalcos, doces degraus a descer até às águas. Ou aquele sumo espiritual, que brota do ventre cristalino da terra, ora cor de ouro como a luz, ora cor de púrpura como o sangue. Tudo o mais, é uma paisagem de homens, subindo e descendo a sua vida, num combate desigual mas gloriosamente vitorioso. Não precisamos de razões para este encontro. Embora as haja em abundância, quer na sua intensa diversidade quer na nobreza que as anima, não será por isso que faremos falta. Temos de vir, porque a PALMEIRA é nestes dias que se alimenta. E em setembro tudo está em harmonia: a mesa farta de frutos; o verão, em risco outonal, chamando ainda por companhia; o vinho sobrando nos generosos tonéis e uma sede que não acaba no secão das ausências. Tivemos medo de que ninguém chegasse ao palco e dissesse: amigos, vinde! O pão e o vinho estão na mesa. Um autocarro espera por vós à vossa porta. E ao longe uma casa da vossa infância aguarda a vossa chegada. Vinde! Não demoreis a vossa palavra. Falamos de amor. Inscrevei-vos, não no papel, mas na urgência colectiva. Todos nos precisamos. Temos uma biografia comum. Temos uma longa memória. E muito cuidado para prevenir dois dias de ouro, numa rota de oiro, numa gratuita amizade que é apenas ouro.

Tivemos medo mas já não temos. Alguém falou duma acelerada tendência para a inactividade. Felizmente, a bondade é discreta e trabalhou para que nada faltasse. Que não faltemos nós, os convidados da boda. Seria uma indolência deprimente ficarmos a lamentar a paisagem distante. Ou a alegar justificações que ninguém pede. Seria um pecado contra a luz. Contra o vinho. Contra os socalcos da nossa precária existência.   

P.S. 1.  Aproveito para agradecer a todos os que tiveram paciência para ler as minhas longas tiradas de prosa, em particular àqueles que tiveram a coragem de o confessarem publicamente, com estimulantes comentários. Escrever é expor-se, é despir-se. E convenhamos que a nudez não é seguramente o nosso melhor motivo de glória. Por isso, este sentimento que assim manifesto traduz a ideia de que são os leitores que justificam a escrita. Não é a escrita que inventa os leitores.

P.S. 2. Respondendo ao Gaudêncio, esclareço que um autocarro de 50 lugares partirá do Centro Sul, no dia 14 de setembro, às 5 da manhã, com uma brevíssima paragem em Sete Rios, para recolha dos restantes sulistas de Lisboa, com rumo a V.N. de Gaia. O resto está no programa divulgado.  

2013-08-25

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

Parafraseando o Diamantino, eu também não sou ninguém ( qem és tu, romeiro ? Ninguém!!!!!! Ainda se lembram do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett ? ) mas vou atrever-me a dizer umas tretas para apoiar o dito cujo ( Diamantino ).

Não sei em que pé estão as inscrições mas era bom que despertássemos e facilitássemos e compensássemos o trabalho e esforço dos organizadores do Encontro anual. Espero que ninguém fique em casa e, meus caros, os dias  para aderirmos vão sendo cada vez menos. E atenção a uma coisa muito importante : todos os anos a iniciativa da organização tem sido tarefa da Direcção, ou com ajuda dela,  mas este ano, por motivos que ignoro, isso não aconteceu e corremos o risco de, pela primeira vez, não termos ENCONTRO ANUAL.  Face a esta «ausência» da Direcção, apareceram dois voluntários generosos que deitaram mãos ao trabalho e puseram de pé o Encontro, organizaram a logística, assumiram compromissos e mal parecia que agora não déssemos valor ao esforço deles e não aderíssemos  à iniciativa. Bem hajam, Diamantino, Belmiro e Castro !

Mas alguma coisa ainda não está feita ou está e ainda não foi publicitada. Sei de um «recluso» que mora no sul e quer ir mas, como não sabe nada sobre a forma do transporte daqui para a Quinta, garante que, se não disserem nada muito rapidamente, ele desiste e ficará por cá. Não sei se haverá mais alguém a sentir esta insuficiência de informação mas seria importante clarificar depressa o assunto .

Para terminar não quero deixar de realçar três belos textos que, nos últimos tempos, apareceram aqui no sítio: O roteiro de viagem e gastronomia do Aventino, as Elegias do Alexandre e as recordações da vilegiatura do nosso M. Ribeiro por terras de S. Martinho.

Todavia, ao referir estes, de forma alguma quero dizer que não goste dos outros textos que por aqui aparecem. Gosto e tanto gosto que, normalmente, todos os dias vou « atisbar » ( quem é que se lembra de quem usava este termo? ) o síto do " Fale connosco " .

Termino desta vez não com o "voltarei" do Peinado mas com os "beijinhos" do Davide. 

2013-08-23

manuel vieira - esposende

O nosso amigo Padre Henri faz hoje 93 anos e para ele vai um abraço, não muito apertado, pois a delicadeza da idade pode trazer mazelas. Um velho resistente a viver em Fortaleza, que hoje atinge a idade final de Abée Pierre e que ainda colabora nas atividades organizadas pelo seu amigo Airton, o advogado de Pirambú.

Antes de ir definitivamente para o Brasil e na casa do Assis, numa fase em que se sentia muito em baixo, dizia-me que tinha chegado a sua hora e eu na brincadeira perguntava-lhe com que idade tinha partido o seu amigo Abée Pierre e ele respondia-me 93. Eu então, para o animar e porque acho que ele ainda tinha noventa respondia-lhe:ainda tens muito tempo para viver, descansa.

De facto, o padre Henri atingiu hoje os 93 e rio-me ao lembrar aquela conversa e fico claramente feliz e renovo-lhe o abraço brando de felicitações, com saudades deles e das nossas conversas. 

2013-08-23

Alves Diamantino - Terras da Maia

Quem sou eu, para vos dar uma  “SAPATADA” !!!!!

Sou, só  um melro  sem melodia, entre a ramagem deste espaço. Mas se desejais, sou

ainda,  um ex recluso da primeira hora, não renegando, ser antes de tudo, um

ex seminarista, onde na filosofia dos seus valores, permanece a amizade.

Sonharam os AAARs, aninhar-se um dia nos beirais do Douro Vinhateiro. Passado o

desvaneio, ultrapassamos o querer, resta-nos só o concretizar.

Então, onde está o insaciável apetite do Grande Encontro 2013 ?!

Assumiram-se compromissos verbais e pessoais, estimados AAARs. Existem prazos a cumprir. No momento o TGV sulista passou a vagonete silenciosa. A caravela do norte encalhou, não por falta de vento, mas pela falta humana em içar a vela. Em linguagem rodoviária, não existem AAARs para um mini bus, percorrer alguns dos trilhos de Torga. Como nós, pequenas andorinhas, compreendemos a diversidade dos estados de espírito. Uma vezes, é o ar irrespirável em voltar a sentir as raízes, outras…..outras, é o “ Deo Gratias”  habitual.

 

                            INSCREVE-TE JÁ,  ainda vais a tempo.

 

Deixa-nos recordar-te “Carpe Diem quam diem minimum credula postaro”.

Vem beber mais um saboroso trago da nossa água “AAARs”. Vem refrescar os teus sentidos com Torga, “água impoluta da nascente, é pura poesia / Que se dá de presente /às arestas da humana penedia / pela graça infantil da vossa mão”.

 

Estimados Amigos e companheiros, a DOIS de SETEMBRO  avaliaremos o número de inscritos. Perante os números tomar-se-ão decisões. Informamos que só se garantem as refeições, visitas e/ou dormidas, aos que para tal se inscreveram.

 

 

Em voo rasante, um cordial abraço das andorinhas Belmiro e Diamantino.

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