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2013-09-23

Sónia Gomes - Valadares

Quero agradecer a atenção que tiveram para comigo, durante a maravilhosa visita ao "NOSSO DOURO".

Foi uma verdadeira e grata supresa para mim esse convivio, tenho a certeza que outros se irão realizar e com muito gosto neles irei participar.

Peço desculpa pela demora na publicação das fotos mas em breve estarão publicadas.

Mais uma vez muito obrigada a todos e muitas felicidades.

2013-09-21

manuel vieira - esposende

Já está disponível na "galeria de imagens" do nosso site um pequeno vídeo com a duração de 15 minutos, da autoria do nosso colega Martins Ribeiro sobre o Encontro 2013.

 

2013-09-21

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 

21  DE SETEMBRO

 

Faz  hoje 57 anos, já eu me encontrava em Arcos de Valdevez a trabalhar, que recebi uma convocação para me apresentar no quartel de Tancos a fim de tomar parte numas manobras militares de rotina que todos os anos se realizavam no campo de Santa Margarida.

Lá compareci, como não podia deixar de ser, com outros companheiros do meu tempo de tropa. Logo então formamos grupos de seis, quantos cabiam numa de diversas e belas tendas de campanha, forradas interiormente com tecido de escumilha e equipadas com pequenas e articuladas camas individuais e respectivos armários para guardar as nossas coisas. Como pouco tínhamos que fazer íamos matando o tempo com conversas brejeiras ou com atitudes extravagantes e bizarras.

Tempos esses de saudade porque não voltam mais e também tempos sãos de camaradagem e de franca amizade. Cada um manifestava os seus dotes e habilidades pessoais: um desenhava muito bem e logo espalhou pelo interior da tenda diversas imagens de mulheres em poses deveras sugestivas e de belo efeito; outro contava anedotas e chistes de tal maneira que passávamos horas a fio rindo de forma destemperada; mais aquele narrava histórias e peripécias que nos deixavam admirados; ainda um outro tocava deliciosas melodias numa  guitarra,  que nos tornavam calmos e sonhadores; a mim, e como logo todos me perceberam o jeito para a poesia, coube-me fazer versos.

Namorava eu, nessa altura, com uma rapariga aqui dos Arcos, felizmente ainda viva, mas como nesse tempo os namoros eram muito diferentes dos de hoje, usavam-se muito as chamadas cartas de amor.  Recebendo-as eu á hora da distribuição do correio logo os meus camaradas se aperceberam da frieza e pouca retribuição á paixão que eu declarava inflamada e eterna. Então um deles, o Gomes, rapaz baixinho, patusco e espirituoso,  garantiu-me com fingida seriedade e marcada convicção que a minha adorada correspondente sentia por mim um verdadeiro afecto, só não o manifestando por timidez e prudência. 

 -Feitio e truques de mulher! Entendes? E eu digo-te: tens casamento certo, mas para que tal suceda terás de escrever um soneto e pregá-lo aqui na tela da barraca. Ora vamos lá!

Claro que foi mesmo e era assim:


Vinte e um, Setembro, onde cheguei, penoso,

A forçadas manobras militares; 

Um dia morno, escuro e doloroso;

Que fizeste p'ra sempre me lembrares?


Ou que fiz eu?  Que facto me acontece?

Sinto a  dúvida insana e cruciante 

D'um amor que procuro, como em prece,

Sem ser correspondido um só instante.


E eis, súbito, no meu anelo incerto

Alguém como profeta me assegura:

O amor dela, crê, p'ra ti é certo;


Mas um soneto escreve que te acorde 

sempre, mesmo p'ra além da sepultura, 

De cinquenta e seis o vinte e um do nove!


Era evidente que tudo isso fazia parte das nossas travessuras e servia para o escorrichar do tempo com  boa disposição. Mas o convicto adivinho não esperou pela demora pois logo eu, com semblante de censura, lhe respondi, advertindo-o:


Veremos se se cumpre a profecia,

Ó caro amigo e sibilino Gomes:

Lembra também que chegará o dia

Em que hei-de chamar-te os mais feios nomes.


Se nada disso acontecer, garanto

Que de psicologia nada sabes

E não serás tão grande como um santo

P'ra eu acreditar que são milagres!


Vais assinar este papel que escrevo:

Se der certo, terás a recompensa;

O convite p'rás bodas eu te entrego.


Mas se um dia p'ra mim ler esta sina

E falsa tenha sido tua sentença,

Juro-te eu que hei-de usá-lo na sentina!


Não me recordo se o Gomes assinou os versos ou não. O que afirmo é que a profecia nunca se cumpriu. 

De facto, era uma mocidade estouvada que vivia alegremente todos os pedaços de vida.

Faz também agora anos que eu passei por Santa Margarida e me foi permitido rever o campo militar como visitante civil. Encontrei algumas modificações, é verdade, mas o essencial era ainda o mesmo.


Arcos, 21 de Setembro de 2013






2013-09-21

manuel vieira - esposende

»

O António Vaz remeteu-nos o seu depoimento sobre o nosso Encontro por terras de Miguel Torga e pelo seu conteúdo e dimensão do texto entendi colocá-lo em "Pontos de vista" e fica assim disponível para leitura de todos.

O nosso decano Martins Ribeiro não queria de forma alguma perder o convívio com os colegas no Douro e marcou uma cirurgia às vistas para o dia de ontem. Já está novo e tudo correu bem e já pode apreciar a magnânime natureza dos seus Arcos e arredores.

Já terão lido a notícia do falecimento do Padre Mendes, que sucede à do padre Américo Veiga ocorrida nos primeiros dias de Agosto.

Muito em breve o Martins Ribeiro vai dsponibilizar um vídeo sobre o Encontro, que já está em transferência para o Youtube.

O Padre José Marques do curso do Ricardo Morais,  Mário Lage,  Gaudêncio,  Pedrosa,  Peinado,  Silvério Rato e do Adfolfo Barros entre outros, e que tem o serviço da paróquia da Aparecida no Brasil que recebeu recentemente o Papa Francisco, está entre nós e vai celebrar os 50 anos de vida consagrada este domingo, dia 22 de Setembro, pelas 14 horas na sua terra natal Póvoa de Cervães no concelho de Mangualde.

Penso que vai estar por cá até ao dia 10 de Outubro e irá visitar as comunidades redentoristas, celebrando certamente com os seus colegas as bodas de ouro da sua consagração.

2013-09-18

manuel vieira - esposende

No seu ligeiro poema, o Lamas abraça toda a importância do nosso Encontro e dos reencontros neste Douro, falando pouco e dizendo muito, como diria a sua mãe.

Para ele foi a primeira experiência de reencontro em grande  e isso trouxe-lhe felicidade...

É essa "lealdade de afectos" que reforça o nosso grupo e quando percorremos estes dias os trilhos de Miguel Torga com paisagens imensas,  onde o entrançado das vinhas ainda prenhes aguardavam vindimas, sentimos a ausência de tantos outros amigos que perdiam as emoções de  momentos tão bons.

As imagens que registei neste Encontro já estão no nosso site na "galeria de imagens" em "Encontro 2013", permitindo rever muitos dos momentos tão bem vividos.

Parabéns ao "team" que tão bem programou e preparou o percurso!

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