fale connosco


2013-11-01

Assis - Folgosa - Maia

Mesmo atrasado, quase como em questões de lembraças de aniversários - já um ano me esqueci do próprio - vou começar por aqui "parabenizar" (?) o nosso Aventino, sem livros para lhe dar, pois ainda não escrevi o meu. Já tenho filhos, já plantei árvores várias, mas, quanto a livros, julgo que tudo já está escrito. Para quê borrar mais este nosso planeta já tão sujo de petróleo com a queda de mais umas árvores.? Fico-me com o prazer de plantar mais algumas para quem ainda suspeite não haver já papel suficiente para os seus escritos. É a minha oferta, com algumas flores agrestes à mistura, amigo Aventino, pois sei se encontra na gaveta da tua secretária um menino mais ainda em gestação.

- Pois hoje, dia último de Outubro, fui com o Barros Lima, encher os pulmões com o ar puro da serra das maias, na encosta da minha Bica, um pequeno olival em Cedovim. Os pulmões, sim, mas também a menina dos nossos olhos com as cores do arco-íris do Douro vinhateiro. Um Douro tão generoso em vinho como em coloridos pigmentos. Uma verdadeira sinfonia de cores. Algém me perguntava há dias, do outro lado do Atântico, se as imagens que lhe havia enviado eram reais ou se tratava de pintura...à minha resposta, do lado de lá um perentório "tenho que ir ver" surgiu. - Paisagem quase inacreditável esta do nosso Douro. Quem possa, venha de imediato, antecipe-se à chegada das geadas.

Um abraço amigo e

até às castanhas de Palmela

2013-10-31

manuel vieira - esposende

“Sobre a ordenação de mulheres a Igreja disse: não!” é o título do texto escrito pelo Luís Guerreiro e que está disponível nos "Pontos de vista".

O outono trouxe os Magustos e a tradição vai repetir-se no próximo dia 9 em Palmela, conforme já foi divulgado.

Os parabéns atrasados para o Aventino que recebeu uma prenda simples, tão simples como o livro da primeira classe, reeditado já há alguns anos mas que gera nostalgia em cada página que se observa. As figuras e as suas cores, a letra grande e desenhada, tudo mexe com as nossas memórias abertas.

O nosso poeta Lamas vai estranhando os silêncios mas os sons só são apetecíveis por esses intervalos silenciosos que recortam o tempo de espera.

Ontem tomei um cafezinho com o Freitas de Seide, Famalicão, mas em Esposende.

Hoje conversei na hora de almoço via Skype com o Luís Guerreiro e continua "trabalhando" a fazer umas traduções, o que lhe vai dando dando agilidade mental.

Como as correntes subterrâneas que "circulam", também os AAARs não estão parados como por vezes parece: aqui e ali os diálogos existem e daí também que os pequenos Encontros regionais tenham a sua importância, vou dizer, estratégica, para que a vida do grupo não tenha oportunidade de enferrujar.

2013-10-30

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

É assim o Outono....sempre igual

Arrancando a fôlha das vinhas

E até mandou o nosso Cabral

De viagem... junto com as andorinhas.

 

Aquele abraço p'ra todos.

Zé Lamas

2013-10-30

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

Está todo o mundo calado

Aqui reina um grande silêncio

Já não se ouve o Peinado

E nem se vê o Gaudêncio.

P'ra todos..........aquele abraço.

Zé Lamas. 

2013-10-29

AVENTINO - PORTO

PALAVRAS PARA UMA VOZ SÓ

Perfiz, há dias, o dia de aniversário. Durante muitos anos, essa data era-me de nostalgia e saudade, de tristeza e desencanto, de memória da pessoa que não fui, do filho que não fui, das pessoas a quem não amei ou não amei o quantum. Como quem fazia o inventário do seu armazém, também eu baixava às profundezas do passado e deixava-me ir pelos campos da memória real ou imaginada.Depois, ano após ano, lá fui conquistando a serenidade até chegar ao lugar onde hoje posso conviver com esse dia fatídico ou maravilhoso de "o dia do nosso aniversário" .

Neste Outubro de 2013, as prendas que recebi mergulharam, (como sempre), à volta dos livros, esse objecto divino que tudo nos transmite e a tudo nos interpela. Alexandre O'neill, O Livro do Desassossego (mais um), um carrinho de folheta e, surpresa das surpresas, "O Livro da Primeira Classe" e "O Livro da Segunda Classe", exactamente iguais àqueles que tivemos nos dias da nossa infância. E lá dentro, a bandeira nacional, as vogais, a águia para o "a", o ovo para o "o", o "i" para a igreja. E tudo isto desencadeia um torrencial de dor, de emoção, da memória dos dias em que tinha sonhos e era criança. O colo dos meus pais, a felicidade da vida com os meus irmãos, um mundo todo que não era este mundo. Depois desses tempos em que os meus livros era o meu "Livro da Primeira Classe", tive muitos outros livros, viagens, países e continentes , uma vida intensa de fazer e de sentir. Mas nunca mais houve a beleza das primeiras palavras que nos ensinaram a soletrar.

Este gesto com que me honraram neste aniversário não é um gesto tão simples e pueril como, aparentemente, parece revelar. Ele pressupõe o conhecimento da alma do aniversariante, do querer e do não querer, do que é um valor e do que é apenas um valor material.

Assim correspondi, pois, dando também a minha prenda. Uma prenda a cada um do círculo intimo da minha família. E que felicidade há neste dar e pedir.

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