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2013-12-12

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

A PALMEIRA

Apareço hoje aqui mais uma vez para falar da nossa Palmeira que se apresenta com a mesma gala de sempre. Magnífica no aspecto gráfico, muito bom papel e cheia de valioso conteúdo. Nele sobressai - e muito bem - a referência ao inesquecível encontro do Douro, a Crise do Ricardo H. Morais e pela escabrosidade do tema (desculpai a minha aversão) do pretenso direito ao  “amor deles e delas” e que já em tempos foi abordado com mais detalhe neste mesmo espaço. 

Entendo que o Arsénio, quando anunciou o gaudium magnum da sua apresentação, não tinha nada que pedir desculpa de qualquer imperfeição porque, se existia, eu não dei por ela.

Só agora estou a expressar a minha opinião sobre a revista porque, como diz o nosso Né Vieira, ela é um documento de sofá e eu assim fiz, reclinei-me num deles e, aproveitando o calor do borralho, fui sorvendo  com prazer o requinte da sua leitura. Endereço os parabéns aos seus artífices porque não desaprenderam nada da arte de que já tinham dado provas. E fiquem descansados que a minha contribuição está assegurada e não vai faltar, que eu não sou pessoa de ferrar o “cão” a ninguém, muito menos a tão insignes companheiros. Mas isso, pelo que sei, é com o Assis. Grande abraço!

2013-12-09

manuel vieira - esposende

A Palmeira chegou já a todas as casas e mereceu certamente uma leitura atenta, antecipando a fraseologia natalícia que começa a invadir  o nosso dia a dia.

É um documento de sofá, para se ir lendo em alguns casos, noutros devora-se até ao tutano.

É o resultado de um esforço voluntarioso e espelha o nível literário que caracteriza o grupo.

Boa qualidade gráfica e de papel dão o toque prestigiante de cada edição.

É o sopro que bafeja e fortalece a Associação, retendo a dimensão de um grupo que tem raízes.

Será que a opinião dos seus eleitores é importante para quem constrói essa revista?

É um tema velho certamente, perante leituras novas, sempre.

2013-12-07

António Peinado Torres - Porto

Bom dia Amigos e Companheiros.

 Haja Deus ! O nosso querido Marquês de Valdevez deu à costa, isto é, apresentou-se ao serviço, e como sempre com toda a elegância de escrita que o caracteriza.

 Falando da " FODA Á MONÇÃO " o meu ilustre Amigo interpretou mal as minhas intenções, Ela não foi incumprida, não foi ainda realizada, atenção estou a escrever a respeito da " FODA À MONÇÃO " e não a qualquer outro acto parecido com o TERMO usado, pois admito perfeitamente que quem passa o tempo sentadinho a degustar um presuntinho e uma garrafinha de ALVARINHO na expectativa de ver a ELISA passar nas margens lindissimas do Valdevez, é certamente porque o ESPÍRITO E A MENTE funcionam, ou dito de outro modo, A SAUDADE alimenta o ESPÍRITO e aconchega a alma.

Quanto à minha presença, não se preocupe, pois sempre estarei com os MEUS AMIGOS, se não for corporalmente, será espiritualmente, pois a amizade é eterna e duradoira. Vamos a isso, que se faz tarde.

Fui um longo bebedor de vinho e de cerveja, por vezes bebi Whiski e Gin, hoje estão-me vedadas qualquer tipo de bebidas, mas gostei da explicação minuciosa do Aventino, quer no que respeita aos componentes, quer à marca dos mesmos e como deve ser servido e sobretudo bebido, gente FINA é outra coisa.

 O Alex é sempre o mesmo romântico, teve o consolo de jantar à luz das velas, mas ela foi-se, e penso eu e mais alguns MISSÃO INCUMPRIDA, mas BEBEU O GIN, não sabe que marca, o importante foi quem o SERVIU.

 Renovo os meus VOTOS DE FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO a todos os AARS e respectivas famílias

Voltarei Peinado

 

2013-12-06

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

O nosso decano voltou (saúdo o acontecimento) e foi rápido a apelar à nossa compreensão pela sua demorada ausência. Têve também a preocupação de sossegar o descrente Peinado, no que respeita à tal iguaria a que chamam; ( FODA À MODA DE MONÇÃO ) Seja bem vindo amigo Ribeiro.

O Aventino e o Alexandre, cada um à sua maneira, falam-nos de GIN . Um, na qualidade de exímio apreciador do produto, outro como simples consumidor de ocasião, pois que mais interessado com pormenores adajacentes.                              O GIN, é de facto , uma óptima bebida para um dia de forte calôr, mas sem água tónica. Provai com BITER LEMON . Não se encontra em qualquer bar, mas um bom bar tem sempre. Num GIN com BITER LEMON, encontrareis uma bebida mais consistente e por inerência mais intensa no paladar.

P'ra todos 

Aquele abraço.

2013-12-05

Alexandre Gonçalves Pinto - Palmela

 

 

                                    GIN  DE  AUTOR              

 

Aprendi a gostar de gin num remoto verão sem nome. Tal como já antes tivera de aprender a gostar de cerveja e de vinho. É próprio da espécie humana ter de aprender tudo o que precisa, para que valha a pena viver. Vou viajar até esse verão distante. Atravesso o alentejo, que é um braseiro. Entro no algarve, que é uma iniciação ao desejo e ao ócio. Gastei a manhã na praia. A meio da tarde subo uma colina e sento-me numa esplanada rústica, entre arbustos esgalgados de sede. Há um recanto e uma sombra. Instalo-me aí sem ruído. Acomodo-me para ficar, como se não tivesse urgência. Abri um livro, não o li mas olhei o mar. O mar distraiu-me de tudo e até de mim. De tal modo que nem ouvi. "Que vai tomar?" Virei-me para ver melhor. Hesitei. Uma cerveja? Quantas é que eu já derrubei? Nem pensar. Um whisky? Lembra-me a guerra esquizofrénica do ultramar. Ergui os olhos com determinação. Ia dizer. Não disse, sorri e gaguejei. Quem me atendia era uma rapariga morena, seguramente deixada ali por engano, por alguma tribo moura, escondida das hostes cristãs da reconquista. Ela fingia-se de vestida mas estava nua. "T,t,tem gin?" "Sim, temos." "Traga por favor! Com muito gelo!" Ela entendeu até o que eu não disse. Eu estava a muitos anos da receita do aventino. Quando ela regressou, trazia tudo o que era necessário para apagar um incêndio: um co(r)po alto, meio de gelo e gin, e uma garrafa rafeira de água tónica. "Mais alguma coisa?" Menti, dizendo que não e agradecendo. Mastiguei o gin e as pedras como se a mastigasse a ela. Pus novas doses de água até se esgotar. Pedi mais gin, mais gelo, mais água. Ela trazia mas levava tudo de volta. Porque ela era a água, o gelo e o gin. Mas que destilação terá produzido tanta frescura? Eu até um tonel bebia para apagar este verão incendiado. Olhei o mar sem ruído. Fechei o livro, sem ver o título. Antes de pagar, discretamente, com a maldade possível de quem não pode chegar às uvas, ainda lhe perguntei: "você é moura ou cristã?" Sorriu e agradeceu. Depois fui morrendo, no regresso ao hotel. Não fora a frescura do gelo a bater nos dentes dela, eu não teria voltado nos dias seguintes. Nem teria jantado com ela um mês depois na praia de salema, à luz de velas, duas horas antes de se despedir de mim, já no aeroporto, em direcção ao universo. Conclusão: um gin, rafeiro ou de casta. Gelo bastante e outra tanta água tónica. Com ou sem receita. Se for transparente. Se for parecido com a frescura branca duma sonâmbula madrugada de verão, a entrar pela varanda dum hotel de mar. Se pousar lentamente na boca em chamas. Esta bebida transcende a condição mortal. E demora-se nos sabores, num imenso final feliz. Mesmo que depois, no aeroporto, na hora de um adeus, gele a espinal medula e paralise todos os movimentos. Incluindo até as próprias lágrimas.

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