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2013-12-03

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Isto está uma desgraça

Todo o mundo nas encôlhas

Para alguém vir a esta praça

É preciso saca rôlhas

2013-12-02

manuel vieira - esposende

O Aventino mostra-nos como se serve o gin, uma bebida com bastantes anos mas que sobressaiu de novo nos bares com muitíssimas marcas e realçou o uso da colher para preservar o gás da água tónica, indispensável. Quase me incentivou o uso desta bebida especial.

 O Natal já mexe com o Diamantino e o Lamas poeta acicata o Ribeiro que ainda não destilou a pena para a resposta conveniente mas ela surgirá.

Entretanto em "Notícias" coloquei um texto retirado do blogue do pianista e professor José Eduardo Martins que fala sobre o "Passionário Polifónico de Guimarães" e do nosso colega Pedrosa e que pode ser lido no blogue do autor do artigo que consta no site www.joseeduardomartins.com.

2013-12-01

AVENTINO - PORTO

 

Sento-me numa das mais belas esplanadas da Foz no Porto. Escolho um lugar isolado. Nem fumadores, nem mulheres, nem televisão ou jornais a conspurcarem-me o silêncio que busco. Num canto recôndito desta esplanada, acolho-me, aninho-me, espero que seja o momento, esse momento de um sábado de sol e silêncio, pensamento e sonho. O empregado vem, fala-me e tira-me do desassossego que quero.

"Um gin". "Hendricks".

"Não, não. Quero que traga a garrafa, a água tónica e o resto, e, que o prepare aqui nesta mesa, à minha vista".

É assim mesmo. O gin está na moda e descobri que é uma das melhores bebidas do nosso encanto. Pede uma marca específica, nunca peças, "um gin, por favor"; "um gin, por favor é o mesmo que pedires lixo, um mau gin, o pior gin que houver, por favor, é a mesma coisa. Escolhe tu, comanda tu, segue o teu caminho como nos diz o Evangelho. Hendricks, Mare ou Monkey são sempre boas opções. Depois, escolhe a água tónica, que constitui o grando segredo da bebida. Exige que to sirvam ali na mesa, com solenidade e classe. Não deixes que nenhum empregado "despeje" a água tónica no copo. Sê tu. A colher própria, a água tónica, devagarinho, lentamente, como um ritual de iniciação para que o gás não se perca. Serve apenas 3/4 de forma a que o álcool e o sabor do gin não se anule na quantidade da água tónica. Agora sim, agora, estás em condições de beber. Trago a trago, gole a gole, como se procurasses o encanto de um novo sabor. E olha, vê, observa o mar. Outra vez, outra vez. O mar!

Ao meu lado, os livros. Esses amigos que me acompanham na solidão e  na multidão, no tudo e no nada, na hora certa em que sem eles é tudo inquietude e com eles a inquietude é que é.

Ao teu lado, os livros: Proust, Faulkner, Torga, Virgílio Ferreira, Sandor Marai, Javier Marías, Pessoa, Manuel António Pina, Padre António Vieira, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Le Clèzio, Aldous Huxley e uma infinidade de génios que povoam o teu sentir. Agora, continua, degusta o gin, observa o mar e serena. A felicidade pode estar neste momento livre em que o teu sentir é apenas não sentir coisa nenhuma.

Eu escrevo, as últimas palavras do meu último romance cuja abertura contigo quero partilhar:

"Se a minha mãe não me tivesse chamado nessa noite dos inícios de Maio do primeiro ano deste século, não saberia ainda hoje as três verdades com que, desde então, percorri esta minha vida"

 

2013-11-28

Alves Diamantino - Terras da Maia

Umas vezes gosto, outras não, por isso já não sei o que são saudades Mas há dias, não sei porquê, tenho saudades de tudo e de todos.

Da criança pobre que fui, quando eramos pobrezinhos. Do adolescente com vontade de partir para o mundo. Mas mais do jovem adulto, quando vi que a verdadeira sabedoria se encontrava em cada um de nós. Agora no clã dos maiores, constato que os velhos tempos deixam mesmo saudades. Afinal, viver é bom de mais.

Sinto-me confuso quando entramos nesta época. Não suporto a vivência do “sobre tudo e/ou sobre nada”.

Sobretudo, irrita-me os desmesurados aglomerados nas compras da fúria natalícia. O mesmo, sinto dos almoços e jantares de confraternização da empresa. Provocam-me sempre ruídos guturais até ao abdómen. Até servem para rever pessoas, bem como outras, que nem por isso deixam saudades. Com copos elevamos a laboral fraternidade da hipocrisia. Confesso-vos que com tanta abundância numa só época, o ridículo se torna infindável.

Mas também não gosto de circos. Sou contra a violência dos animais, sejam leões ou caniches. Não falo da águia que já foi falcão, (sorte a minha, pela lógica dos seis milhões, só um ou dois é que vai ler isto).

Incrível, já o  disseram, por ficar agastado com os palhaços. Sim, tanto com o palhaço rico como com o palhaço pobre. Não entendo os sorrisos e gargalhadas quando o palhaço rico “prega um estaladão” no palhaço pobre, ou o  palhaço pobre dá uma “traulitada” no palhaço rico. Não posso, ambos se maquilham e praticam a  violência. Assim temos a luta das injustiças sociais na mais pura pancadaria. Não, não me esqueci dos ilusionistas, domadores, trapezistas e contorcionistas que quando buscam os aplausos,  já têm em mente, o coice onde dói mais.

 

Não me falem  em conversações e diplomacia, pois sobre o nada do meu silêncio…..também nada ou pouco sei. Mas como está em uso teclar, retribuo-vos  o meu fraternal saudar. Saúde para todos e sem as crenças violar, lembrai-vos do pobre menino, enquanto vivermos neste calor familiar. 

2013-11-28

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

Falta-nos dos Arcos o MARQUÊS

Pois o nosso palco tanto DELE precisa

bateu-lhe a saudade, penso que talvez

E se perdeu procurando a tal ELISA.

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