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2013-11-18

José de Castro - Penafiel

ORA ATÉ QUE ENFIM!

 Às vezes chego a pensar que os meus Amigos estão de candeias às avessas com este nosso sítio que muitos de nós precisamos de visitar antes de adormecer. Ainda que seja para ver o último título e comentar com alguma tristeza mas sem comentários: "ainda ninguém escreveu mais nada"... PORRA! COMO É POSSÍVEL?

 Poderei estar e exagerar mas é o que as vezes digo eu. Claro que o Vieira está sempre atento...

 Ora sabendo que temos um vasto e ilustre conjunto de leitores fieis, com a agravante de serem nossos Amigos, que não estamos sob censura ou qualquer tipo de avaliação e que muitos procuram esta página como quem procura o sal para tempero dos próprios destemperos, diria que pelo menos nos intervalos da análise do estado da Nação, é um gosto ler algo de novo que de entre nós seja partilhado como aconteceu com o aniversário do Aventino. Com a experiência acululada e o saber de quem foi AAR, qualquer pequena coisa fará as delícias dos leitores que também participam lendo.

 Agora, não para vossa delícia porque essa foi minha, a propósito de magustos, não tendo eu (com pena minha) participado no evento organizado pelo Alexandre, que com a arte de bem receber que lhe é reconhecida só pode ter sido um sucesso (APESAR DE AINDA NADA TER SIDO DITO COMO JÁ FOI COMENTADO...), sabendo eu que na terra do Vieira haveria castanhas e vinho para todos, este Domingo almocei e passei a tarde por terras de Esposende que ao seu jeito minhoto sabe receber como ninguém.

 Pois ele eram castanhas, copos de branco e tinto, e o melhor de tudo: PELO MENOS SEIS GRUPOS DE CANTADORES E CANTADEIRAS, no próprio local do magusto, sem microfones e cada um na sua, iam deliciando os filhos da terra, e mais ainda certamente os que foram surpreendidos com tal recepção. Uma tarde deliciosa em que o sol não quis ficar arredado de tal evento. Um consolo para o corpo mas mais ainda para a alma. Ali não havia tempo nem condições para discutir o estado da Nação. NEM NA VENUZUELA HAVIA MAIS ALEGRIA!

 Aqui deixo o meu testemunho e um convite de quem apreciou tal evento, a quem o perdeu: No proximo ano os que possam, não percam esta festa que é para repetir em 2014.

 Amigo Vieira; se calhar estavas entre os presentes e apesar de eu ter o radar ligado não te vi.

 Meus Amigos; tenho saudades de ler o Peinado (a quem em particular desejo saúde), a falar do seu Porto mas também as tenho do J. Marques, do Arsénio que só aqui tem aparecido para um esclarecimento de circunstância ou algo semelhante..., assim como de tantos outros que nos deliciaram com páginas brilhantes arquivadas neste espaço QUE ESTÁ DE PARABÉNS, a todos digo: VOLTEM!

 Eu, VOLTAREI!

 

2013-11-18

manuel vieira - esposende

O Outono é assim, calmo e ligeiramente sonolento a acompanhar o esvoaçar em ritmo dócil da folhagem amarelecida. O chão ganha forma tridimensional da folhagem sobreposta e sente-se na aragem o cheiro do fumo das lareiras que se acendem.

Algum torpor se sente neste silêncio que nos acomoda e até se compreende pois estes dias fez 4 anos que inauguramos este espaço de conversa. Foi no dia 15 de Novembro de 2009 e estamos com quase 111.000 visitas neste período de 1.460 dias do nosso calendário. Estes intervalos com silêncio são portanto fruto da época em que nos acomodamos à estação, pois ela também nos condiciona pela influência dos astros e parece que envelhecemos sem desprestígio para a idade. Parece que os dedos respeitam o sossego da mente e curiosamente o silêncio dos nossos amigos amolecem a nossa vontade de aparecer.

Estes dias falei com o Peinado, que não tem voltado, mas continua rotinado com o programa que já lhe conhecemos.

O Davide estava em forma há dias e lá esteve no magusto de Palmela onde estiveram 25 comensais (ainda pensei que algum dos lá presentes viesse cá escrever sobre o evento) e a Quinta do Paraíso recebeu muito bem como sempre nos habituou.

Cá pelo norte o Ribeiro tem falado no magusto mas tem faltado estímulo ou entusiasmo, como queiram chamar-lhe.

Entretanto em Gaia trabalha-se afincadamente no número de Natal da nossa revista Palmeira com o Arsénio, o Barros e o Assis a reunir para o efeito.

É verdade que neste caminhar ninguém fica mais novo mas era bom sentir que estamos todos vivos e bem vivos.

2013-11-09

AVENTINO - PORTO

HÁ SÁBADOS ASSIM

São sábados de encontro, de memória, do apertar e sentir da amizade. São os "sabath" de que nos fala o Novo Testamento. De preguiçar ou meditar, de partir, viajar, ir além das obrigações de fazer e produzir. " e ao sétimo dia descansou". Pois é assim que tantas vezes me movo. Ao sétimo dia sou outro, "eu não sou eu nem sou o outro/sou qualquer coisa de intermédio" (Mário de Sá Carneiro). Ao sétimo dia vem-me o desejo e o encanto de um dia sabath e liberto-me como ave solitária cirandando no espaço em busca de nada. Nem som nem silêncio, nem sol nem eira, nem o lento coachar das rãs do lago do meu jardim.

HÁ SÁBADOS ASSIM

O meu amigo continua internado. Num lar de idosos aconchegados à morte, a capela, o cheiro a anunciar o cheiro dos dias do fim. O dia de hoje já não é o dia de tantas vezes em que o visitei,

Aventino, estás tão bem,

tanta esperança a dele e a vida dele a sobrepor-se à minha angústia,

não chores Aventino, eu estou bem

e eu a chorar, o meu amigo ali, triste a vida, inexorável a velhice,

oh! já viste as minha análises?

e eu a chorar,

não tenho diabetes! queres tomar alguma coisa?!

e abraçava-me, e sorria, e perguntava pelos meus filhos, num encanto divino como se a divindade naquele mesmo instante ali viesse aplaudir uma felicidade imaginada.

Hoje, há sábados assim: o triste olhar do meu amigo. A boca ao lado, o facies torto, o braço e a perna imóveis.  Todo o silêncio da morte a aconchegar-nos. Teve um AVC, disse-me a enfermeira. Forte, muito forte, concluiu. E as minhas lágrimas, a despedida, o triste esperar dos dias de amanhã.

Há sábados assim: já nem a morte me dá conforto. 

 

2013-11-08

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

O Gerês é belo, não sòmente pela Pedra Bela e pelas águas que escorrem pelos seus vales. O Gerês é belo, desde a base até ao seu cume, onde podemos encontrar um vasto número de locais, dignos de demorada visita.

Amigo Vieira, tenho que concordar contigo, no que respeita aos cogumelos e em relação ao cozido, aí então estamos conversados; cozido, é coisa que comigo também marcha muito bem.

Mas o cozido assim neste contexto, faz_me reviver, momentos recentemente bem passados. Será por acaso pura coincidência, ou será que alguém andou pela penumbra a conspirar ?

Aquele abraço.

Zé Lamas

2013-11-07

manuel vieira - esposende

Gerês, belo Gerês, com a Pedra Bela lá no alto a apreciar o manancial de água que se recorta pelos belos vales...

Pois meu caro Lamas " o enigmático mundo dos cogumelos" só me interessa como notícia pois não é área que eu confie nem nos mais experientes, a não ser os de cultivo em estufa e disponíveis nos mercados. Nem dando a comer primeiro ao cão eu arrisco pois o que não lhes faz mal a eles pode-nos fazer mal a nós pelas diferenças fisiológicas naturais. E bem gosto deles, dos cogumelos e dos cães.

Vou bem num cozidinho à portuguesa com couve portuguesa ou lombarda, carnes diversas de boa cultura e enchidos bem compostos como a morcela de sangue que se vende no talho que é teu vizinho. Cenourinha alongada, batata boa e pode ser um nabito, tudo com a cozedura mestra por parcelas, como convém.

Vinhinho do bom a quebrar a robustez do prato e um bom leite creme com o açúcar torrado a ferro quente vem mesmo a arrematar. Uma aguardentezinha velha a queimar o arroto de satisfação é a cereja em cima do bolo e ao lado um cafezinho a pelar o negrume de outono.

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