fale connosco


2013-12-15

manuel vieira - esposende

A tarde solarenga juntou-nos no S.Frutuoso, logo mais abaixo da estação férrea de Braga.

Estranhei pela positiva a presença do Adolfo e sorri. Eles vão aparecendo...

Confesso que um cozidinho à portuguesa com toque do Minho e das mãos da D.Argentina, esposa do Lamas,  atrai qualquer boa alma, não fosse pelo aroma sadio das carnes porcinas habilmente temperadas, pela untuosidade das couves de coivão bem escaldadas no caldo das carnes e dos enchidos. 

Umas papinhas de sarrabulho à moda de Braga aconchegaram os primeiros apetites e estenderam-se as travessas de barro de Barcelos cheínhas de fumos e de carnes de porco, de orelheira, pernisinhos, chispes bem marinados, barriguinha, carne de vaca e de galinha, chouriças de sangue e de carne, até farinheira, com as batatas e as cenouras cozidas a encolher-se por entre os coivões de sabor e textura magníficos. Os vinhinhos contribuíram para o aguçar dos paladares.

Não falei numa broínha de milho amarelo de magnífica textura e sabor a lembrar as fornadas de tempos idos.

As sobremesas acompanharam a época e a região com tradicionais rabanadas e um leite creme de consistência aprimorada com a crosta crocante do açúcar queimado pelo ferro em brasa.

O Lamas presenteou-nos com umas fatiínhas de um bolo rei suave e um Porto de boa colheita.

Mas conversamos muito também e a inspiração das conversas tinham a ver com a amizade.

Foi uma mesa compridinha completada pelas esposas e respirou-se Natal.

O Lamas e a D.Argentina, cozinheira muito experiente e que sabe, também nos foram fazendo companhia, gerindo os tempos e saímos pela tardinha.

Foram muitos abraços natalícios a sentir a consistência da amizade que sabemos cultivar e agradecemos ao Peinado o seu espírito de iniciativa.

2013-12-15

António Peinado Torres - Porto

Boa tarde Amigos AARS

Ontem um grupo de EX-PRESIDIÁRIOS da Quinta da Barrosa acompanhados por algumas esposas dos mesmos, foi em peregrinação gastronómica até ao santuàrio de S. Frutuoso.

 Fomos amavelmente recebidos pelo reitor de nome José Lamas, e pela abadessa mestra cozinheira de nome Argentina, não é tão grande como o país do mesmo nome, mas é uma super mestra em COZINHA, uma longa vida e feliz para si.

 Os presentes sentaram-se à volta do LENHO, onde é que eu já li isto, após os abraços e beijos de BOAS VINDAS, abraços para os EX-PRESIDIÁRIOS e beijos para as respectivas senhoras, nada de abusos, tudo nos conformes.

 Já num ambiente de confraternização e amizade deu-se inicio ao repasto.

 Para entrada e só para provar umas papas de sarrabulho à MODA DE BRAGA.

 Posso-vos garantir que houve quem só provasse por 3 vezes. Seguidamente seguiu-se um COZIDO À PORTUGUESA  à moda da Senhora Abadessa, excelentemente bem servido e cozinhaDO, tudo isto acompanhado por Vinhos Verdes branco e Tinto, também houve quem optasse por maduro e imaginem até água.

 Foi servido leite creme, e como estamos em plena época NATALÍCIA, não faltaram as rabanadas, bolo-rei e vinho do Porto. Pois meus AMIGOS , o almoço foi OPÍPARO, o ambiente Super Familiar, e até tivemos a presença de TRÊS POETAS EX-PRESIDIÁRIOS, dois de linha Clássica ( Adolfo Barros e Arsénio Pires ) e outro de raiz mais popular ( José Lamas ) são quatro , pois o Martins Ribeiro também esteve presente, tivemos também pela 1ª vez nestes convivios o Samorinha e esposa, e volto a referir o Adolfo Barros.

 Não houve declamações, talvez por também estarem presentes políticos, não sei,

 E PENSO EU DE QUE, saímos todos como entramos aos abraços e beijos, formulando votos uns aos outros de SAÚDE E UM FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO.

 Amigos, cumpriu-se mais uma jornada de sã amizade e franco convívio. Voltarei Peinado

 

 

2013-12-15

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

    POSTAL DE NATAL

Chegou, mais uma vez, o Natal, tempo que devia ser de fraternidade e de paz e não o é devido á perversidade de certos homens. Creio mesmo que o Natal está acabando porque o estão a matar e o deste ano não apresenta razões nenhumas para ser festejado. Este meu postal deveria ser para desejar a todas as pessoas do Mundo a prosperidade, o bem-estar, o amor e a paz mas reconheço que o não posso fazer porque há uma multidão de seres que não merece sequer um pensamento desses. E, assim sendo, vou procurar fazer certa distinção, ciente de que havendo um lado merecedor de afecto e benção existe também outro merecedor de todos os impropérios, de maldição e de guerra. E não haja qualquer escândalo quando se fala em guerra num evento onde só a paz deveria ter lugar porque já o verdadeiro Autor do Natal o declarou sem deixar qualquer dúvida: “…não vim trazer a paz á Terra e sim a espada.” Desta forma, também eu me sinto justificado para utilizar nesta circunstância o binómio enunciado; primeiro vou utilizar a “espada” desejando a maldição e a guerra a todos os tiranos que escravizam o Povo do meu País, a todos os ladrões sem pudor que se apropriam do fruto legítimo do trabalho honesto, a todos os vampiros que se empanturram com o sangue de vítimas inocentes e indefesas, a todos os cínicos que sonegam a Justiça e escarnecem dos desvalidos, a todos os vigaristas que mofam dos ingénuos e crédulos, aos corruptos que roubam na sombra com acintosa protérvia, a todos os fomentadores da guerra e da violência, aos abortivos, verdadeiros assassinos do Natal, que estrangulam e abafam os nascituros não os deixando nascer, a todos os pederastas cuja abominação deturpa as sagradas leis da Natureza, a todos as consciências malignas que tomaram de assalto esta Terra vagueando por ela numa volúpia de pilhagem. A toda esta horda de bárbaros, a todo este bando de opressores só lhes posso fazer a guerra e desejar a morte, mesmo que seja em tempo de Natal. 

No entanto, como sou homem de boa-fé e que acredita ainda nos valores da vida, vou virar-me para o resto dos meus semelhantes que, por fortuna, ainda são a grande maioria; vou mandar este postal aos pobres e carenciados, àqueles que trabalham honradamente de sol a sol, aos que praticam a caridade, aos que exercem misericórdia, aos bons samaritanos, aos que sofrem doenças e agruras da vida, aos que padecem de frio e fome, aos sós e abandonados, aos que falta o conforto de um abrigo, aos que perderam a esperança, aos funcionários públicos tratados como farrapos, aos professores humilhados na sua dignidade, ás crianças que passam fome nas escolas, aos jovens que não conseguem ofício, aos velhinhos de cabelos brancos que me lembram a minha santa avòzinha sentada no escano da lareira ao calor do canhoto ardente ou á minha mãe que Deus tem levando a travessa das rabanadas para a mesa de consoada de outros Natais da minha meninice ou até mesmo a bondosa te'Delaida que morava ao pé da minha porta. 

E chego agora aos meus amigos e companheiros AARs. Tenho a inteira certeza de que todos os que passamos pela Casa que nos fez crescer saímos de lá com o cunho de uma recta consciência, com a faceta da amizade, imbuídos de indeléveis e subidos valores, cheios duma fé e caridade inquebrantáveis. Este postal é, sobretudo, dirigido a vós porque sois homens justos e, como então se dizia, homens de boa vontade. Porque o mereceis, pretendo enviar-vos com ele e de coração aberto os sinceros desejos de que todos os vossos anseios se tornem realidade, de que usufruais de amor e felicidade sem limites, de que experimenteis uma saúde permanente, de que vos assista uma grande prosperidade e de que o Natal vos envolva na plenitude da Paz. 

Boas Festas!

2013-12-15

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Almôço, seguido de bar aberto

Aconteceu, em casa minha

Companheiros vieram de longe e perto

E até do Nordeste... veio o Samorinha

 

Aquele abraço

Zé Lamas.

2013-12-15

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

Claro que não me imagino a beijar o Arsénio, Barros e Assis e a dizer-lhes :«amo-vos» mas, com muito gosto, agradeço o esforço, a dedicação e o bom gosto que os três puseram na feitura desta PALMEIRA. 

A revista está muito bem apresentada, tem um conteúdo equilibrado e lê-se com agrado. E não me digam que sou suspeito na matéria pois, como muito bem disse o Aventino ( obrigado meu caro Aventino por essa lição de mestre sobre o ritual do Gin) « quem  nela escreveu, apenas nela escreveu». Daí a minha liberdade para dizer que gostei deste número da Palmeira, para felicitar os três " mosqueteiros " e para os incitar a prosseguirem com a tarefa de nos surpreender na próxima primavera.

Mas....... vamos ao mas. Nas contas que nos apresentaram verificamos que, embora os custos não pareçam exagerados, verificamos que as contas não batem certo. Seremos nós forretas, sovinas ou esquecidos? Eu inclino-me para a última hipótese. Por isso, meus caros companheiros da AAAR vamos estar atentos a esse pequeno gesto de comparticipar nas  despesas da Palmeira, uma vez que o trabalho e dedicação dos seus feitores não são contabilizáveis. Se o fossem.........

Não sei se esta vai ser a minha derradeira entrada antes do Natal por isso aproveito o ensejo para enviar a todos os meus amigos da AAAR os votos de um Natal Feliz. Que cada um o viva a seu jeito e a seu gosto.

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº