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2013-12-09

manuel vieira - esposende

A Palmeira chegou já a todas as casas e mereceu certamente uma leitura atenta, antecipando a fraseologia natalícia que começa a invadir  o nosso dia a dia.

É um documento de sofá, para se ir lendo em alguns casos, noutros devora-se até ao tutano.

É o resultado de um esforço voluntarioso e espelha o nível literário que caracteriza o grupo.

Boa qualidade gráfica e de papel dão o toque prestigiante de cada edição.

É o sopro que bafeja e fortalece a Associação, retendo a dimensão de um grupo que tem raízes.

Será que a opinião dos seus eleitores é importante para quem constrói essa revista?

É um tema velho certamente, perante leituras novas, sempre.

2013-12-07

António Peinado Torres - Porto

Bom dia Amigos e Companheiros.

 Haja Deus ! O nosso querido Marquês de Valdevez deu à costa, isto é, apresentou-se ao serviço, e como sempre com toda a elegância de escrita que o caracteriza.

 Falando da " FODA Á MONÇÃO " o meu ilustre Amigo interpretou mal as minhas intenções, Ela não foi incumprida, não foi ainda realizada, atenção estou a escrever a respeito da " FODA À MONÇÃO " e não a qualquer outro acto parecido com o TERMO usado, pois admito perfeitamente que quem passa o tempo sentadinho a degustar um presuntinho e uma garrafinha de ALVARINHO na expectativa de ver a ELISA passar nas margens lindissimas do Valdevez, é certamente porque o ESPÍRITO E A MENTE funcionam, ou dito de outro modo, A SAUDADE alimenta o ESPÍRITO e aconchega a alma.

Quanto à minha presença, não se preocupe, pois sempre estarei com os MEUS AMIGOS, se não for corporalmente, será espiritualmente, pois a amizade é eterna e duradoira. Vamos a isso, que se faz tarde.

Fui um longo bebedor de vinho e de cerveja, por vezes bebi Whiski e Gin, hoje estão-me vedadas qualquer tipo de bebidas, mas gostei da explicação minuciosa do Aventino, quer no que respeita aos componentes, quer à marca dos mesmos e como deve ser servido e sobretudo bebido, gente FINA é outra coisa.

 O Alex é sempre o mesmo romântico, teve o consolo de jantar à luz das velas, mas ela foi-se, e penso eu e mais alguns MISSÃO INCUMPRIDA, mas BEBEU O GIN, não sabe que marca, o importante foi quem o SERVIU.

 Renovo os meus VOTOS DE FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO a todos os AARS e respectivas famílias

Voltarei Peinado

 

2013-12-06

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

O nosso decano voltou (saúdo o acontecimento) e foi rápido a apelar à nossa compreensão pela sua demorada ausência. Têve também a preocupação de sossegar o descrente Peinado, no que respeita à tal iguaria a que chamam; ( FODA À MODA DE MONÇÃO ) Seja bem vindo amigo Ribeiro.

O Aventino e o Alexandre, cada um à sua maneira, falam-nos de GIN . Um, na qualidade de exímio apreciador do produto, outro como simples consumidor de ocasião, pois que mais interessado com pormenores adajacentes.                              O GIN, é de facto , uma óptima bebida para um dia de forte calôr, mas sem água tónica. Provai com BITER LEMON . Não se encontra em qualquer bar, mas um bom bar tem sempre. Num GIN com BITER LEMON, encontrareis uma bebida mais consistente e por inerência mais intensa no paladar.

P'ra todos 

Aquele abraço.

2013-12-05

Alexandre Gonçalves Pinto - Palmela

 

 

                                    GIN  DE  AUTOR              

 

Aprendi a gostar de gin num remoto verão sem nome. Tal como já antes tivera de aprender a gostar de cerveja e de vinho. É próprio da espécie humana ter de aprender tudo o que precisa, para que valha a pena viver. Vou viajar até esse verão distante. Atravesso o alentejo, que é um braseiro. Entro no algarve, que é uma iniciação ao desejo e ao ócio. Gastei a manhã na praia. A meio da tarde subo uma colina e sento-me numa esplanada rústica, entre arbustos esgalgados de sede. Há um recanto e uma sombra. Instalo-me aí sem ruído. Acomodo-me para ficar, como se não tivesse urgência. Abri um livro, não o li mas olhei o mar. O mar distraiu-me de tudo e até de mim. De tal modo que nem ouvi. "Que vai tomar?" Virei-me para ver melhor. Hesitei. Uma cerveja? Quantas é que eu já derrubei? Nem pensar. Um whisky? Lembra-me a guerra esquizofrénica do ultramar. Ergui os olhos com determinação. Ia dizer. Não disse, sorri e gaguejei. Quem me atendia era uma rapariga morena, seguramente deixada ali por engano, por alguma tribo moura, escondida das hostes cristãs da reconquista. Ela fingia-se de vestida mas estava nua. "T,t,tem gin?" "Sim, temos." "Traga por favor! Com muito gelo!" Ela entendeu até o que eu não disse. Eu estava a muitos anos da receita do aventino. Quando ela regressou, trazia tudo o que era necessário para apagar um incêndio: um co(r)po alto, meio de gelo e gin, e uma garrafa rafeira de água tónica. "Mais alguma coisa?" Menti, dizendo que não e agradecendo. Mastiguei o gin e as pedras como se a mastigasse a ela. Pus novas doses de água até se esgotar. Pedi mais gin, mais gelo, mais água. Ela trazia mas levava tudo de volta. Porque ela era a água, o gelo e o gin. Mas que destilação terá produzido tanta frescura? Eu até um tonel bebia para apagar este verão incendiado. Olhei o mar sem ruído. Fechei o livro, sem ver o título. Antes de pagar, discretamente, com a maldade possível de quem não pode chegar às uvas, ainda lhe perguntei: "você é moura ou cristã?" Sorriu e agradeceu. Depois fui morrendo, no regresso ao hotel. Não fora a frescura do gelo a bater nos dentes dela, eu não teria voltado nos dias seguintes. Nem teria jantado com ela um mês depois na praia de salema, à luz de velas, duas horas antes de se despedir de mim, já no aeroporto, em direcção ao universo. Conclusão: um gin, rafeiro ou de casta. Gelo bastante e outra tanta água tónica. Com ou sem receita. Se for transparente. Se for parecido com a frescura branca duma sonâmbula madrugada de verão, a entrar pela varanda dum hotel de mar. Se pousar lentamente na boca em chamas. Esta bebida transcende a condição mortal. E demora-se nos sabores, num imenso final feliz. Mesmo que depois, no aeroporto, na hora de um adeus, gele a espinal medula e paralise todos os movimentos. Incluindo até as próprias lágrimas.

2013-12-04

A. Martins Ribeiro. - Terras de Valdevez

Como enfatizava o Pe. Zé de Eiras, “aqui me pranto diante de vós” e também eu, se o faço, não é para justificar o que quer que seja mas para conversar um pouco convosco, o que só agora me foi possível. Bem sei que andei um tanto arredio destas paragens mas entendo que devo ter uma certa compreensão da vossa parte porque sempre fui um daqueles que mais tenho praticado uma certa assiduidade. Por isso, embora sabendo que me ia sujeitar a recriminações, foram extemporâneas as aguilhoadas dos chamados leitores de sofá que não são eles tão poucos e esses, sim, é que merecem reprovação pelo seu gratuito comodismo. Creio haver outros piores que eu nesse aspecto. O facto é que fui picado: primeiro pelo grande companheiro Peinado que jogou com o meu fraquinho por essa etérea fada-madrinha de nome Elisa e depois (nada de confusões) com o estafado remoque da tal FODA que ele julga ter sido incumprida, o que é falso pois muito brevemente darei notícias sobre tal promessa. Só me pergunto é se o caro Peinado estará em suficiente forma para aguentar tão violento puxanço. A seguir apareceu o amigo Lamas, emérito versejador, também a meter a sua farpa, lá está, trazendo igualmente á baila a inesquecível Elisa. Logo a seguir surge o prezado Diamantino um tanto agastado com a águia; ela nunca poderia ter sido falcão pois essa ave possui uma envergadura e uma majestade tão pronunciadas que fazem dela um ser admirável, ímpar na Natureza. O problema da águia é que postergou o seu instinto e deixou de caçar coelhos e demais ratazanas que fedem dentro das tocas deste País. Terá, como é lógico, os tais seis milhões de admiradores, suponho até que muitos mais, e que, certamente, vão ler a sua afirmação. É claro que, fosse algum dos seis milhões que tivesse escrito coisa semelhante, teríamos de invocar um animal mitológico de nome dragão, inexistente mas inventado para satisfazer certos desígnios de logotipo, pondo-o a cuspir fogo das narinas só para parecer mais feroz e, mesmo assim, me parece que nenhum o haveria de ler, por serem poucos os possíveis leitores. Até o nosso Né-Vieira, não indo na frente da procissão, também ajuda muito bem ao pálio com pequenas alfinetadas.

Bom, não seria necessário dar-vos qualquer esclarecimento acerca da minha lassidão mas, mesmo assim, quero dizer-vos que ela se deveu a dois motivos: o sol e o frio. Tem estado, na verdade, um frio cortante que não convida a fazer trabalhos no computador, sentado e parado em certas horas, sobretudo á noite e as que restam, durante o dia, há que aproveitá-las para sentir algum calor que o sol ainda proporciona. 

Aqui há semanas, recebi em minha casa a inesperada visita de um amigo que já não via há bastante tempo e então propus-lhe um passeio ao santuário da Peneda, até porque o dia se apresentava esplendoroso. Chegados ao alto de Rouças detivemo-nos no seu miradouro, colado ao céu e situado a meio do Outeiro Maior, do qual se desfrutava de uma abrangente visão das pardas ondulações da montanha a perder de vista até ao infinito, mesmo para além da serra de Las Nieves nas vizinhas terras da Galiza. De frente, o maciço montanhoso composto pela imensa mole de ciclópicos fraguedos, duma beleza colossal. Na lonjura da distância poder-se-ia distinguir, quase como um minúsculo ponto, a branda de S. Bento do Cando e noutra direcção as torres da igreja e os contornos do escadório do santuário da Senhora da Peneda. Lá muito no fundo sobressaía o casario de Rouças e apertado entre um córrego da vertente assentava o lugar de Tibo, contornado pelo riacho Pomba cuja correnteza rumorejante e esbranquiçada de espuma se diluía num braço do rio Lima agora convertido em barragem. Para essas gentes rudes da montanha esse mítico lugar personifica o chão sagrado donde a raiz da alma suga a vida; tanto que quando algum dos seus emigrantes se sente perdido nas noites do Destino dá consigo a suspirar, roído de saudade: 

“… ai o meu Tibo, quem me dera voltar ao meu Tibinho!”   

Caros companheiros, por hoje deixo-vos o meu apertado abraço e mais daqui a uns dias conto de vos endereçar o meu costumeiro postal de Natal.

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