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2014-01-22

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Já muito choveu e trovejou

Pelos rios desceu água e areia

Mas agora que a chuva parou

Pelos rios está subindo muita lampreia.

 

Aquele abraço

Zé Lamas.

2014-01-18

manuel vieira - esposende

O Aventino lançou um brainstorming sobre a nossa revista Palmeira e o objectivo era claramente o debate sem preconceitos sobre o nosso órgão de comunicação em papel e desse debate colher algumas ideias que possam optimizar o seu papel dentro da Associação e em jeito de pedrada no charco como disse o Gaudêncio.

Esse debate não ficou fechado, como nunca esteve e deverá baixar à "comissão especializada" para uma abordagem aos contributos que foram aparecendo, sem esquecer os meios para a sustentabilidade e as formas razoáveis de operacionalizar a sua missão, porque a tem.

Também o leitão de Negrais foi título para uma entrada do Alexandre, embora tenha sido também ementa preciosa para um repasto que congregou vários amigos à mesa.

Há um ano e também em dia de muita chuva tínhamos rumado neste dia até aos Arcos onde nos juntamos ao Martins Ribeiro para lhe pregar a surpresa de uma festa de aniversário de 8 décadas. Hoje festejou os 81 em família.

2014-01-18

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Há festa nas margens do Vez
Hoje dia dezoito de Janeiro
É o dia de anos do Marquês
Parabens p'ró Martins Ribeiro
Aquele abraço.
                   Zé Lamas
2014-01-17

A. Martins Ribeiro. - Terras de Valdevez

       O Juiz decidiu … está decidido. O dia da segunda de Monção será o 25 deste mês. Poder-se-á conceder um pequeno prazo para um possível recurso que terá de ser, forçosamente, resolvido de modo sumário. Também foi citado no “acórdão” que as senhoras fazem parte integrante da cerimónia. O ponto de partida será em Arcos de Valdevez entre as 10,00 e as 11,00 mas para quem não poder cumprir este horário poderá aparecer pelas 12,30 no local do evento, denominado Pousada do Sossego, situado na freguesia de Barroças e Taias. Vindo do lado de Monção e seguindo a estrada nacional 101 em direcção ao sul (Arcos), dista cerca de 10,8 quilómetros e fica mesmo junto dessa via, numa recta chamada do Terrônho, do lado esquerdo. Partindo dos Arcos seguir-se-á pela mesma estrada em direcção ao norte (Monção) e a 24,5 quilómetros encontra-se o mesmo sítio mas do lado direito. Quem tiver GPS poderá marcar as seguintes coordenadas: 

Latitude  41.994316

Longitude -8.500893

Vai lá ter certinho. 

Fico á espera, e como diz o Aventino, não de Godot mas de todos vós. Vinde os mais que puderdes. Ah! As contas, como prefere o Peinado, são á moda do Porto mas, creio, não vai ser necessário contrair nenhum empréstimo para pagar a despesa.   

2014-01-16

alexandre gonçalves - palmela

 

     LEITÃO  DE  NEGRAIS

 

A história começa assim: "era uma vez um menino com dez anos...." O menino cresceu e espontaneamente começou a contar. Nasci numa aldeia que não tem geografia nem coordenadas. E é verdade, tenho dez anos, fiz a quarta classe e já tenho raiva. Herdei-a directamente de meu pai, que entendia o mundo com simplicidade e clareza. Andava eu brincando os meus tenros dias, quando caiu do céu um raio de luz. Vinda do céu, não era celestial. Sendo homem, não pertencia à espécie humana. Ficava a meio caminho desses extremos. Era o Pe. Teodoro, onde a bondade era superior à paisagem que eu habitava. Falou com meu pai e ambos improvisaram, com ingénua ternura, o meu futuro. Nessa altura eu ainda tinha muito, embora não soubesse qual fosse. No dia seguinte, já era outubro. As folhas dos carvalhos foram solidárias com a minha partida. O vento soprou-as ma minha direcção mais íntima e guardei-as como quem esconde um brinquedo proibido. O cavalo, o caminho de terra batida, treze quilómetros de estranha despedida. É uma cena fílmica, um tanto exagerada para o meu gosto. Meu pai à frente, eu atrás, sob um capote comprido e quente, e dos lados os alforges com as malas. É de madrugada, faz frio, faz escuro e eu penso. Meu pai é silêncio. Depois é a vila, é a vida , é a solidão e uma total ausências de palavras para me proteger. Nem o pai, nem a mãe, nem a irmã, nem a prima. Tenho dez anos, tenho frio, tenho medo. E uma infinita via férrea, apontada como um tiro de obus ao meu futuro.

A história come-se e bebe-se à medida que o leitão se expande sobre o sagrado lenho da memória. O falerno do sul ajuda a mastigar. O fogo destrói o frio que se agita no vento sobre os cedros. A chuva pousa com doçura na relva e nos arbustos. É janeiro, é o começo do mundo, é uma casa na pradaria. E uma voz que fala novo, que protesta contra a hora sinistra, que pergunta a Deus o que anda a fazer na terra dos homens. Que pergunta aos homens o que andam a fazer a si próprios, ignorando a impunidade, diabolizando os afectos, perversos predadores da própria espécie a que pertencem. Depois vem a sobremesa com o café. A sala está mais quente. Negrais traz um conforto sonoro aos sentidos. O fogo, irmão gémeo das pedras e das origens, cresce na lareira e apazigua o tempo. Já não temos pressa. Fala, meu amigo! Discorda com veemência! Repousa um pouco da caminhada. Ama se ainda fores capaz. E grita para as cidades que não estás disponível para abandonar a cena. 

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