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2020-02-26

José de Castro - Penafiel

Bons olhos vejam os meus Amigos AARs

E agora?

Em conversa com o Aventino disse-lhe que não estaria presente no almoço que então se estava a desenhar, para dar cabo de umas quantas postas de lampreia acompanhadas de arroz. Falo como é evidente de uma LAMPREIADA DE ARROZ.

De facto, tenho evitado todos os convites para almoços e jantares de onde quer que eles venham, pois tenho que perder alguns kg e pareceu-me ser um mais uma boa oportunidade para atingir esse objectivo. Claro que como já me têm sugerido o problema ficaria resolvido mandando vir duas doses, eu comeria meia e quem me acompanhasse comeria dose e meia.

Era de facto uma boa solução se eu fosse homem para deixar os meus créditos em ãos alheias o que não é manifestamente o caso.

Como resistir àqueles nacos negros e cheios de sabor a nadar no arroz, sabendo que lhes posso enterrar os dentes sem correr o risco de ver a placa a saltar no prato?

E como resistir ao apelo do Alexandre que atravessa meio mundo, para à mesa rever os Amigos? Não que outros o não façam mas o Alexandre enquanto viaja vai engrossando a fila dos que o seguem e eu sou um que não resistiu ao seu apelo: " Suspendam qualquer tentação de justificar com argumentos ou cálculos esta nobérrima ideia. " 

Foram estas palavras, acompanhadas de um contacto do sempre incansável Vieira ao alertar-me para o facto de já serem mais de 20 os inscritos, que me fizeram mudar de ideias.

Sendo eu um dos que todos os dias passo os olhos entre os ramos da Palmeira, começava a dar como certo que a iniciativa do Aventino estava a perder velocidade, pois não só não apareciam novas inscrições, como começava a ter dúvidas se valeria a pena responder ao alerta do Alexandre.

Aqui fica a minha inscrição para este encontro que promete, na certeza de é essencial saber quantos são, para em função desse número saber QUANTAS SERÃO.

Para todos um abraço, os meus parabéns ao Aventino autor da iniciativa, homem que não desanima com facilidade face às adversidades. Há dois anos atrás, lançou um repto semelhante. De tão alucinada adesão acabou por não se realizar por falta de instalações que albergassem tanta gente.

Dois anos volvidos e sem deixar de ter em consideração que no ano passado elas passaram entre o lodo e ninguém as viu nem para o lado do Cávado ou do Minho, aqui estamos nós de novo a persegui-las e desta vez com absoluto sucesso. De novo por sua iniciativa e com istalações que já reservou em casa do Lamas, ficou assegurado mais um encontro que contribuirá para que o funeral dos AARs continue certo, mas sem dia ou hora marcada.

Para todos um Abraço com Amizade e lá estaremos no sábado dia 7 de Março à uma hora da tarde.

2020-02-25

Norberto da Silva Conde - Palmela

Boa tarde. 

Reparei que o nome do Sr. Benjamim dos Santos Alho surge nesta vossa associação.

Eu conheci o Sr benjamim quando eu tinha +- 10 anos. Agora tenho 58.

Gostaria muito de o reencontrar. Como faço?

O meu telefone é :964512546

2020-02-16

alexandre gonçalves - palmela

 

 

 

 

 

 

 

 

VIAGEM AO VERDE V(M)INHO

 

 

Saúdo o sete de março e ao fazê-lo lavro a minha inscrição. Não só porque é março e afasta a cortina da nuvem e dos perniciosos ventos, mas sobretudo porque rasga uma estrada para norte. O norte é memória, é a primeira viagem da vida, é a verde fecundidade dos campos. O sol e a chuva, numa harmonia conjugal exemplar, resgatam as areias do sul, por onde marrocos já espalha o deserto e a secura das cordas vocais. É imperioso não perder o norte. Nem permitir que a boca arda em vão. Martins Ribeiro, não esqueças que um dia nos introduziste, de boa fé, nos vinosos prazeres dos arcos, onde o vinhão corria, como sangue de boi, pelas ruas abaixo. Nem só de lampreia, seja lá o que isso for, vive o coração do homem. Se falhar o vinhão, o Zé que se previna, este norte provoca uma secura irreparável. 

Mas o norte, porque é memória, é por isso mesmo altamente afectivo. Ninguém troca o sedentário conforto por um efémero prazer, por legítimo que seja. Esta viagem ao verde vinho não é razoável, à luz de critérios utilitários. Suspendam qualquer tentação de justificar com argumentos ou cálculos esta nobérrima ideia. Os afectos não pagam imposto à razão. Eles brotam deste passado comum, desta linguagem que perdura, destes rostos tisnados pela fadiga do tempo. Tudo se foi perdendo. Sobra agora o regresso ao local onde pela primeira vez conjugámos o verbo amar, mesmo quando o fizemos clandestinamente. Precisamos de rever esse itinerário, de o comentar serenamente, e às vezes (quem sabe?) de o repudiar. No comprido lenho, entre palavras abundantes, entre risos bem sonoros, entre excessos que ninguém condenará, aí , no alvoroço da festa, nós sentimos mil cumplicidades. Provamos uma alegria que teima em fugir-nos. Os anos já incomodam muita gente. E a consciência, quase assustada, flutua ambiguamente em ondulações melancólicas. Nestes encontros, filhos de ideias locais, ficamos menos sós nos dias seguintes, multiplicamos as notícias e prometemo-nos a nós próprios que havemos de vir mais vezes.

 

(Em nota de pé de página, convém lembrar que este norte também flutua, conforme a origem geográfica do convite. Assim, o norte começa em Viena e acaba em Faro....Para que conste....)



 

2020-02-15

Aventino - Porto

VAMOS COMÊ-LA

Pelas contas contadas destes textos aqui lavrados, já somos seiscentos.

Sou repúblico, ser repúblico é tê-lo sido em Coimbra nas casas decrépitas e inóspitas onde nos aconchegámos, fingindo ser estudantes, acolitados à liberdade, à liberdade do pensar e do sentir.

Cada ano civil na "REPÚBLICA" não era um ano civil, mas um centenário, como se essa vida intensa e de encanto nos elevasse ao patamar dos deuses para nos eternizar. Fiz quinhentos anos dos anos que ali vivi e sobrevivi: aos comunas, à ignorância, a uma academia burocrata e inculta.

Agora, plantados por sobre as bichas que haveremos de comer, somos seiscentos, escravos ou gladiadores, servos ou Césares, como se da desunião fizéssemos força, como se do garfo fizéssemos o caixão da AAAR. 

2020-02-15

manuel vieira - esposende

Na caçoila de barro vidrado já rescende um arrozinho escuro e caldoso da divina lampreia, em postinhas ligeiras que desassossegam certamente tantas mentes ansiosas, num território sem fronteiras de bons costumes, lá para os lados do S.Frutuoso na cidade dos arcebispos.

É, dia 7 de março é realmente um bom dia para assegurar um dia bom...

Preparem-se pois vai ser um sábado para a desbunda, bem longe da irrequietude das dietas.   Das mãos sábias da D.Argentina vão sair aqueles tachinhos fumegantes e cheirosos a espalhar  aromas de receitas antigas da boa mesa minhota.

Assentemos de vez ... dia 7 de março, no restaurante S.Frutuoso em Braga. Inscrevam-se para encomendar o "peixe".

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